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Mundo Novo:MPE quer retirada de macacos de parque

2008-02-23 02:34:00

O Ministério Público solicitou ao Ibama a captura de macacos prego que vivem na área urbana de Mundo Novo. Em ofício remetido em 7 de dezembro de 2007 ao instituto a Promotoria embasa a solicitação em transtornos causados pelos animais e pelo fato de considerar que o local é hostil à sobrevivência desta espécie que vem, conforme denúncias, sendo vítima de atropelamento e eletrocução.

Segundo o agente de fiscalização, Vicente Garcia Lopes, hoje há pelo menos 160 macaquinhos vivendo no município de Mundo Novo. Cerca de 30 estão na região central; 70 vivem no horto e outros 60 na periferia, a maioria num auto-posto na BR 163. "Eles perderam o habitat nas florestas desmatadas e agora buscam abrigo e alimento na cidade", diz o agente do Ibama.

Os macaquinhos são atração, comem nas mãos dos turistas mas, também causam problemas, afirmam moradores. A comerciante Izabel Ana Rogoski, que tem um viveiro de mudas no quintal da casa onde vive no centro de Mundo Novo, conta que apesar de "amar a natureza e os bichos" vem sofrendo prejuízos. Os macacos arrancam telhas para se alimentar dos insetos que vivem nos telhados e deixam as casas descobertas.

"Quando chove é um transtorno". Os animais também invadem o viveiro de plantas, de onde Izabel tira o sustento. "Eu vivo disto e já não sei quanto gastei para repor tudo o que eles estragaram. Os macacos são pequenos, 70 centímetros de altura, mas têm muita força. Entram no galinheiro e comem todos os ovos, arrebentam as frutas nos pés, e invadem cozinhas em busca de comida. Alguns dizem que os macacos estão no lugar deles e no direito deles. E nós, qual é o lugar da gente?", desabafa a comerciante que pediu socorro ao poder público.

O agente Vicente disse à reportagem que, assim que a Superintendência do Ibama determinar, os macacos domesticados e que vivem desde a década de 70 naquele municípo deverão ser encaminhados para triagem no Cras (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres), em Campo Grande, para posteriormente serem reconduzidos a reservas de proteção ambiental.

A rápida proliferação dos macacos no município de Mundo Novo preocupa por conta do surto de febre amarela no país vizinho, onde pelo menos oito pessoas morreram vítimas da doença. A Bolívia declarou "alerta vermelho", reforçou o controle e recomendou a vacinação em massa nos municípios fronteiriços.

Em Dourados, a Vigilância Epidemiológica registrou entre janeiro e fevereiro deste ano, oito casos suspeitos de febre amarela, dois são do município. Conforme o enfermeiro Roberto Oliveira, todos foram negativados. A Vigilância também notificou três ocorrências de reação adversa a algum dos componentes da vacina.

O Aedes Aegypti, um dos mosquitos que transmitem a febre amarela, também carrega os vírus da dengue. Roberto Oliveira diz que Dourados já registra quatro casos positivos de dengue; um em janeiro e três em fevereiro. No entanto, a situação está sob controle e os casos estão muito abaixo da média, diz.

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