2008-02-22 14:41:00
Nesta semana os preços de combustíveis em Campo Grande atingiram níveis abaixo dos R$ 2,30 e colocaram o Sinpetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo e Lubrificantes de Mato Grosso do Sul) em alerta. Para o consumidor, o aviso é de que se priorize a qualidade para garantir a saúde do motor e que o barato não saia caro. A orientação é que se preze pela fidelidade. “Se consumidor abastece em vários postos e dá um problema no carro ele não vai saber a quem responsabilizar”, diz o Sinpetro.
Outra recomendação é que seja exigida sempre nota fiscal e que em caso de suspeita sejam acionados a ANP e Secretaria de Fazenda. Desde o Carnaval uma guerra de preços foi deflagrada entre os postos de Campo Grande. De R$ 2,81 de preço médio em janeiro, esta semana já é possível encontrar o litro até por R$ 2,29, como no caso de um posto localizado na rua 26 de agosto. Procurado pela reportagem para falar da promoção, o dono do estabelecimento se recusou a dar entrevista.
Para o diretor do Sinpetro, José Laureano Ribeiro, não há como vender a gasolina nestes patamares. “Isso é um absurdo porque está abaixo do preço de custo. Não tem cabimento uma coisa dessas. Não podemos acusar, mas alguma mágica tem e isso é ruim para os outros postos porque a maior parte não descobriu como fazer essa mágica”, afirma. Segundo Laureano, o movimento nos postos que não reduziram tanto os preços da gasolina é fraco.
O consumidor tem que ficar atento à qualidade do combustível, já que um produto ruim pode provocar estragos no moto. A análise de qualidade dos combustíveis em Mato Grosso do Sul está dependendo da visita de técnicos da ANP para a coleta.
No fim do ano passado expirou o convênio com o laboratório da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), que funcionava em parceria com o setor privado e o convênio não foi renovado.
Muitos consumidores também ficam desconfiados e preferem pagar mais, em troca de uma suposta garantia de que o combustível não é adulterado. O assessor parlamentar Carlos Antonio Martins, de 48 anos, abastece o seu carro Uno em um posto que cobra R$ 2,75 por litro de gasolina. Ele diz que prefere pagar mais, mas ficar tranqüilo. "Quando a diferença é muita a gente desconfia", diz.
O professor Antonio Sales é outro que prefere abastecer no posto que já conhece. Ele conduz uma moto Biz. "Só abasteço em outro quando acaba a gasolina e não tem como chegar ao posto que eu confio", afirma.










