2008-02-22 01:31:00
Vilson Nascimento
O estado de conservação dos 62 quilômetros da rodovia MS 295, trecho que liga Paranhos a MS 156 entre Amambai e Tacuru, principal via de acesso para se chegar na cidade fronteiriça é péssimo e se agravou ainda mais com o alto volume de chuva que tem caído na região nesse início de ano.
São erosões e bancos de areia na pista, que, além de danificar veículos e causando prejuízos, colocam em risco a segurança de motoristas e passageiros, além do iminente risco de atolar durante chuvas.
Na altura da Fazenda Minas Gerais, a cerca de 25 quilômetros da MS 156, onde no final de 2006 fortes chuvas destruíram um aterro, dificultando o acesso a sede do município, o novo aterro construído no local no ano passado (2007), que já passou por reparos após a conclusão da obra, volta a ameaçar se romper.
Sem uma projeção para desviar o volume de água das chuvas que se acumula sobre o aterro, a enxurrada acaba escorrendo para as laterais, causando uma erosão que está destruindo as margens do aterro e avança em direção a pista, provocando risco iminente de novo rompimento, o que voltaria a deixar Paranhos parcialmente isolada do resto do Estado.
Durante visita ao município nessa semana, o Governador do Estado André Puccinelli trouxe uma excelente notícia à população de Paranhos, que foi o anúncio para início, em maio deste ano (2008), das obras de pavimentação da rodovia, que garantirá o acesso pavimentado à sede do município, porém, pelo estado precário que a rodovia se encontra, exige-se uma ação imediata de recuperação para pelo menos, garantir aos moradores e visitantes, o tráfego com segurança pelo trecho de rodovia.
Sem previsão de manutenção– Na manhã dessa quinta-feira (21) o diretor-executivo da Unidade Regional da Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos), de Amambai, Stéfano Andrade de Brida, responsável pela manutenção das rodovias estaduais informou, por telefone, que não existe nenhuma perspectiva para a recuperação da rodovia estadual.
Segundo Stéfano maquinários de uma empresa terceirizada contratada pelo Governo do Estado, já que a Agesul não executa mais trabalhos de manutenção de vias, estão trabalhando na rodovia MS 386, trecho que liga Amambai a Iguatemi, na “Esteada do Bila” como é mais conhecida, e ao término do serviço, retornarão para Amambai para recuperar as estradas da região, na ação denominada “Operação Safra”.
Segundo o diretor-executivo ele desconhecia o estado precário do trecho da MS 295 ligando a MS 156 a Paranhos e também desconhecida o problema no aterro na região da Fazenda Minas Gerais.
Segundo Stéfano Brida ainda essa semana uma equipe da Agesul seria enviada para a região para levantar as condições da rodovia estadual e do aterro e se for o caso, uma ação emergencial para recuperar trechos críticos será montada.












