2008-02-14 08:07:00
A fim de aumentar a geração de renda para os agricultores familiares de Itaquiraí, a Administração Municipal, por meio da Gerência de Agricultura, em parceria com o Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), realizou um curso de manejo de palmito pupunha, no dia 8 de fevereiro.
Participaram do evento, produtores de vários assentamentos, inscritos no Programa de Produção de Pupunha. O agricultor familiar Hélio Aparecido Sartori, parabeniza a Administração de Itaquiraí pelo trabalho.
“A Administração Pública está de parabéns, estamos tendo o acompanhamento da Gerência de Agricultura nesse projeto inovador e grandioso. Acredito que esse projeto da pupunha trará melhoria aos pequenos agricultores, porque é um projeto que envolve tempo e trabalho, mas irá melhor a renda dos agricultores. Ouviremos falar muito dele no estado”, avalia.
“A Administração Municipal está trabalhando para diversificar a agricultura familiar, a fim de melhorar a renda das famílias, porque é muito arriscado trabalhar com a monocultura”, afirma a prefeita de Itaquiraí, Sandra Cassone (PT). “Acredito que a maioria dos agricultores que estão participando desse projeto têm interesse. Como há interesse da Administração e dos agricultores, o projeto terá êxito”, relata o gerente de Agricultura, Aldo Farina.
Vendida tanto em conserva, quanto in natura (nas feiras), pois tem baixa oxidação, o que não causa escurecimento do produto, a pupunha tem um forte valor agregador de renda. Por exemplo, uma haste de palmito que custa R$ 1,60, pode ser vendido por R$ 10 quando industrializado.
“A plantação de pupunha vem diversificar a pequena propriedade, utilizando a mão-de-obra familiar. Uma lavoura bem conduzida pode dar um rendimento de R$ 8 mil por hectare”, conta o engenheiro agrônomo dono de plantações de pupunha, Edson Mikami.
Com o Programa de Produção de Pupunha, a Administração de Itaquiraí também está contribuindo com a preservação do meio ambiente. Enquanto a retirada do palmito juçara e do açaí causa grande impacto visto que o primeiro é extraído da Mata Atlântica e não cresce novamente, tendo que ser replantada, e a segunda é nativa da Floresta Amazônica e só cresce 4 anos após a retirada.
Além disso, a colheita da pupunha é bem mais rápida, de um ano a dois e meio, o que gera lucro mais rapidamente também, enquanto a do juçara e do açaí é de 8 a 12 anos. De acordo com o engenheiro agrônomo e biólogo, Antônio de Pádua Andrade Salvado, daqui a 24 meses, essa quantidade de mudas plantadas poderá gerar uma renda considerável para o agricultor familiar “Essa cultura irá agregar renda e permitir que o homem permaneça no campo”, explica.
Além do curso, a Prefeitura Municipal e o MAPA irão distribuir 97 mil mudas de pupunha para os assentados. A Administração decidiu investir nessa cultura, porque ela tem muitas vantagens para a agricultura familiar, pois é de manejo fácil, não exige equipamentos mecanizados, nem estrutura para armazenagem e a mão-de-obra utilizada é a da própria família.
“A Administração sabe da importância do cultivo da pupunha para gerar renda e para o consumo. Como acreditamos que a pupunha tem mercado, a Administração está trabalhando essa cultura. O curso dará as informações necessárias para o cultivo”, conta o gerente do Núcleo de Agricultura, Carlos Ferrari.










