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segunda-feira, 11 de maio de 2026

Ponta Porã:Transporte gratuíto inviabiliza empresa

2008-02-13 05:34:00

A gratuidade que beneficia mais de 60% dos passageiros que utilizam diariamente o transporte coletivo urbano em Ponta Porã está inviabilizando as operações da Empresa de Transportes Medianeira. Os maiores beneficiados pelo “passe livre” são os estudantes, inclusive de escolas particulares; o beneficio se estende também aos idosos aposentados, entre outros.
           
Diante da situação considerada insustentável, a direção da empresa sinaliza para a adoção de medidas drásticas: “se a situação continuar do jeito que está, teremos que demitir, de imediato, pelo menos 20 funcionários e suspender todos os investimentos previstos para este primeiro semestre como a aquisição de novos veículos para ampliar a frota”, afirma o diretor da empresa, Edilson Saccol.
           
Ele aproveita para criticar o que considera “uma insensibilidade por parte do poder público municipal” que não se interessa em solucionar o problema, causado pela grande quantidade de usuários beneficiados pela gratuidade. “Já solicitamos diversas vezes o fim da gratuidade, mas até agora não fomos atendidos. Em qualquer lugar do Brasil, a gratuidade não ultrapassa mais de 45% dos usuários. Acima disso a empresa quebra. Imagine aqui, em Ponta Porã, onde o índice ultrapassa 60%? Se a lei da gratuidade não for revista logo vai inviabilizar o nosso negócio”, afirma.
           
Outra medida, no entender do diretor, seria um reajuste na tarifa, hoje estabelecida em R$ 2, valor que está congelado há mais de três anos. “Solicitamos um reajuste, mas também foi negado. A situação está insustentável e insuportável. Teremos que reduzir drasticamente os custos e, uma das medidas, será demitir funcionários. Infelizmente”, assegurou.
           
Recentemente o Conselho Municipal de Transporte Urbano se reuniu para avaliar o pedido da empresa em reajustar a tarifa. O preço de R$ 2 foi mantido para os usuários que comprarem a passagem antecipadamente. A empresa se comprometeu em confeccionar cartões magnéticos para facilitar a utilização por parte do usuário. Quem preferir pagar dentro do veículo terá que desembolsar R$ 2,10.

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