6.1 C
Amambai
segunda-feira, 11 de maio de 2026

Presidente dissolve Parlamento italiano

2008-02-07 04:56:00

O presidente italiano Giorgio Napolitano dissolveu o Parlamento nesta quarta-feira, segundo disse um porta-voz para a agência de notícias Reuters.

Agora, o país deve ter novas eleições em 13 e 14 de abril, informaram as agências e a imprensa local. O novo pleito buscará resolver a crise aberta após a queda do governo de Romano Prodi, em 24 de janeiro (clique aqui para entender como funciona o Parlamentarismo italiano).
 
A decisão acontece depois que o presidente do Senado, Franco Marini, fracassar em sua tentativa de formar um governo transitório para reformar a lei eleitoral.
 
No dia 30 de janeiro, Napolitano pediu a Marini que sondasse se os partidos estariam dispostos a apoiar um governo transitório como saída à crise iniciada com a renúncia do primeiro-ministro Romano Prodi.

Depois que Marini constatou a impossibilidade de se chegar a um consenso com as legendas, restou a Napolitano a opção de dissolver o Parlamento.
 
"A dissolução das câmaras é uma decisão obrigada. Não havia as condições para prosseguir", disse Napolitano, em relação ao fracasso para conseguir um consenso antes das eleições antecipadas para reformar a lei eleitoral.

No entanto, Napolitano reconheceu que tinha tomado a decisão com "pesar" e "convencido de que eleições tão fortemente antecipadas são uma anomalia em relação à normal sucessão das legislaturas parlamentares, e não sem conseqüências sobre a governabilidade do país".

Por esse motivo, destacou a necessidade de "continuar o diálogo" sobre as reformas que a Itália precisa.
Napolitano pediu que "a próxima campanha eleitoral se desenvolva em um clima que responda à exigência, confirmada por muitos também nestes dias, de uma maior estabilidade e uma maior eficiência do sistema político-institucional", e exigiu dos políticos "senso de responsabilidade".

Prodi não concorrerá- O ex-primeiro-ministro da Itália Romano Prodi confirmou nesta quarta-feira (6) sua decisão de não voltar a se apresentar como candidato nas próximas eleições gerais.

Prodi confirmou essa decisão em uma breve entrevista coletiva depois do anúncio da dissolução do Parlamento e antes do Conselho de Ministros.

"Espero que minha decisão contribua para serenar os ânimos" e que sirva para "uma campanha serena e pacífica", disse Prodi, que teve que abandonar o governo em 24 de janeiro, depois que uma moção de confiança não passou no Senado.
Prodi disse que, no entanto, continuará no Partido Democrático e apoiará o líder dessa legenda, o atual prefeito de Roma, Walter Veltroni.

Entenda- A Itália adota o sistema parlamentarista, onde o chefe de governo – o primeiro-ministro – é indicado pelo presidente da República, eleito a cada sete anos.

O premiê pode ser derrubado caso perca a maioria no Parlamento. Foi exatamente o que ocorreu na última semana de janeiro, quando Romano Prodi, à frente de uma coalizão de centro-esquerda, renunciou após ter fracassado em obter um voto de confiança do Senado.

A votação foi requerida depois que um dos partidos governistas, a União de Democratas para a Europa (Udeur), se bandeou para a oposição após um de seus integrantes, Clemente Mastella, abandonar o posto de Ministro da Justiça debaixo de acusações de corrupção.

Leia também

Edição Digital

Jornal A Gazeta – Edição de 11 de maio de 2026

Clique aqui para acessar a edição digital do Jornal...

Enquete