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segunda-feira, 11 de maio de 2026

Beija-Flor ganha o 11º título na elite do carnaval do Rio

2008-02-06 20:46:00

A Beija-Flor venceu o carnaval carioca em 2008, com 399,3 pontos de 400 possíveis, segundo apuração realizada nesta quarta-feira (6) no Sambódromo do Rio. Em segundo lugar, ficou Salgueiro e, em terceiro, Grande Rio. Foi rebaixada a São Clemente.

Com a vitória, a Beija-Flor soma 11 títulos na elite do carnaval do Rio. Apenas nos últimos seis anos, foram cinco vitórias: 2003, 2004, 2005, 2007 e 2008.
 
“Essa é a resposta da Beija-Flor aos comentários sem fundamento sobre o resultado do ano passado”, afirmou Neguinho da Beija-Flor, intérprete da escola há mais de 30 anos, em entrevista à Globo News logo depois da divulgação da vitória.

No ano passado, após uma operação da Polícia Federal, foi levantada a suspeita de que o resultado do carnaval de 2007 tenha sido manipulado. Os envolvidos negaram as acusações.
 
“Não foi fácil, nenhuma vitória é fácil. Todas elas dependem de muito trabalho, de muito esforço. Mas trabalhamos muito, a escola trabalhou muito, a comunidade é fantástica”, disse Laíla, da comissão de carnaval da Beija-Flor. “No ano que vem, tentaremos fazer melhor”, continuou Laíla.

A São Clemente perdeu 0,5 ponto por ter apresentado uma componente com a "genitália desnuda", segundo a liga das escolas de samba. Já Grande Rio perdeu 0,1 ponto em razão de seu oitavo carro alegórico, que se desacoplou. A liga considerou que eram dois carros, totalizando nove alegorias — oito era o número máximo permitido.

A Beija-Flor se apresentou neste ano com a história do Macapá, capital do Amapá, que completou 250 anos na segunda-feira (4). As belezas naturais e artesanato deram o tom ao desfile que teve o enredo “Macapaba: equinócio solar, viagens fantásticas do meio do mundo”.

“Foi uma vitória para o Macapá”, disse o prefeito da cidade, João Henrique Pimentel, logo após a divulgação do resultado.

Como foi o desfile– O grande destaque da escola ficou por conta do abre-alas "Brilho de fogo – o rastro iluminado", que juntou dois carros e trouxe logo à frente um gigante beija-flor vermelho. Segundo o carnavalesco Alexandre Louzada, foram gastos R$ 150 mil só na compra de acetato.

O investimento também foi pesado na iluminação, para dar à alegoria um visual incandescente, como o do sol. Nela, 50 beijas-flores cobertos por penas ganharam as mais diversas formas, integrando-se ao visual do carro.
 
Antes dele, a agremiação apresentou uma ala das crianças vestidas com cores fortes — vermelho, laranja e amarelo, também como o sol –, uma dupla multicolorida de Mestre-Sala e Porta-Bandeira e uma comissão de frente totalmente dourada. Nela, os integrantes representaram o momento em que o beija-flor de Nilópolis conhece o beija-flor de Macapá, conhecido lá como brilho-de-fogo. Um único integrante da comissão carregava em sua fantasia 1,2 mil lâmpadas.

Na seqüência do carro abre-alas, uma ala formada por componentes com fantasias diferentes mostrou a pororoca, o encontro das águas do rio com as águas do mar.

Os integrantes fantasiados de peixes e aqueles que representavam a espuma das ondas fizeram uma coreografia em referência a esse fenômeno. 
 
Nessa mesma linha, o segundo carro representou as belezas naturais da cidade – seu principal tom era o verde. Um grande pássaro nessa mesma cor se movimentava na alegoria. 

Transição- Depois das belezas naturais, foi a vez do artesanato invadir a avenida em diversas alas. As baianas, por exemplo, homenagearam a cerâmica Cunaní Maracá.
 
Outro destaque que fugiu da linha "natural" foi o carro foi o quarto setor, que mostrou a chegada dos navegantes à região do Amapá. Para falar sobre a ambição dos piratas, visando às riquezas naturais, Alexandre Louzada criou um carro com olhos gigantes e cheios de movimento. 
 
As alas seguintes mostraram outras regiões cortadas pela Linha do Equador, como acontece com o Amapá — caso de Sumatra e Quênia.
 
No final do desfile, antes do último carro, a velha guarda da Beija-Flor invadiu a Sapucaí, dando fim à segunda noite de desfiles no Rio e ao carnaval carioca.
 
Na contramão das escolas que exibem celebridades à frente da bateria, a Beija-Flor tem como rainha de bateria Raíssa Oliveira, 17 anos, que não é nem atriz nem modelo. Raíssa é a mais jovem mulher a ocupar esse posto na elite do carnaval carioca.

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