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domingo, 10 de maio de 2026

PCC planejava matar três autoridades do MS

2008-02-06 16:12:00

O Serviço de Inteligência da Polícia Militar detectou suposto plano para sequestrar e matar pelo menos três autoridades do Estado no período do carnaval. Arquitetado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC), organização criminosa que domina grande parte da massa carcerária de Mato Grosso do Sul e de outros estados, o plano teria como alvos o secretário estadual de Justiça e Segurança Pública, delegado federal Wantuir Francisco Brasil Jacini; um juiz de Execução Penal; e o diretor-geral da Agência de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), coronel PM Hilton Villassanti Romero.

Com a descoberta do projeto criminoso, que teria sido confirmado na última sexta-feira, em depoimento de presos a um promotor de Justiça, um juiz e oficiais do Serviço Reservado da Polícia Militar e da área de inteligência do próprio sistema penitenciário, as autoridades-alvo tiveram sua segurança reforçada. A equipe de investigadores prosseguirá com apuração, tentando chegar aos responsáveis diretos pelo plano.


 O secretário de Segurança Wantuir Jacini recusou-se a falar sobre a intenção da organização criminosa, alegando que o assunto ainda está sob investigação, apesar de admitir que uma pessoa teria sido detida e revelado o suposto projeto contra ele e as duas outras autoridades estaduais.


Reflexo do trabalho
Também procurado para se manifestar sobre a manobra planejada pelo PCC contra a sua vida, o diretor Hilton Villassanti negou-se a entrar em detalhes sobre as informações levantadas pelo Serviço Reservado. Ele confirmou o fato, atribuindo o projeto ao trabalho que vem sendo desenvolvido pela Sejusp e Agepen junto aos estabelecimentos penais do Estado. Na avaliação do oficial, o suposto plano seria reflexo de uma nova política de atuação frente às unidades prisionais, onde se tem procurado valorizar o interno que efetivamente deseja cumprir a sua pena, o que acaba desagradando os líderes do PCC.

O diretor da Agepen citou várias medidas adotadas para o fortalecimento do sistema penitenciário, como a contratação de novos agentes, ampliação de oportunidades de trabalho para os detentos, terceirização do serviço de cozinha, retomada da assistência religiosa e outras medidas.


 Ainda de acordo com Hilton Villassanti, à frente da Agepen desde abril de 2007, hoje são aproximadamente 11 mil presos custodiados em Mato Grosso do Sul (10% ocupando unidades femininas), para pouco mais de cinco mil vagas. A Agepen administra estabelecimentos prisionais em pelo menos 16 municípios.


As informações são do jornal Correio do Estado.

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