2008-02-03 06:18:00
Por volta das 10h (de MS) desse sábado, um ônibus desgovernado invadiu uma calçada da avenida Bom Pastor, bairro Esplanada, e atingiu mãe e filha que seguiam da farmácia para casa.
Com a violência do impacto, Maria Eduarda Lopes de Oliveira, que completaria 1 ano e três meses no domingo, sofreu traumatismo craniano e morreu a caminho do hospital. Jussara de Oliveira, 19, fraturou a bacia, teve hemorragia e precisou ser submetida a um cirurgia poucas horas após o acidente.
Até a noite de sábado, seu estado de saúde era considerado grave e ela continuava internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Pompéia. O marido de Jussara, o metalúrgico Maykon Lopes de Oliveira, 22, caminhava na companhia da mulher e a filha, mas escapou ileso.
O acidente foi provocado por um ônibus Scania, ano 1986, pertencente à Zamboni Transportes e Turismo. O veículo, conduzido por Oneide Zamboni, 50, seguia com cerca de 40 passageiros rumo a Porto Alegre quando teria perdido o freio ao descer pela avenida. Segundo a versão dada à Polícia Civil por Zamboni, assim que ele notou a falha mecânica, o ônibus logo bateu na traseira de um automóvel Omega, que estava parado em frente, aguardando a sinaleira abrir. Em seguida, chocou-se contra um Astra. Ao atingir o segundo veículo, o coletivo invadiu a calçada e atropelou Maria Eduarda e Jussara. Nenhum ocupante do ônibus nem dos dois carros ficou ferido.
Revoltados com a tragédia, moradores do bairro ameaçaram Zamboni e o trancaram no coletivo até a chegada da Brigada Militar (BM).
O motorista chegou a ser submetido ao teste do bafômetro e, conforme o registro da ocorrência policial, não foi constatado uso de bebida alcoólica.
— O problema é que ônibus é muito velho, nem devia nem estar mais circulando. Se o Maykon estivesse um pouquinho mais para frente teria sido pego também, desesperasse Denoir Lopes, 51, mãe de Maykon.
No momento do acidente, Jussara, Maykon e Maria Eduarda voltavam para sua casa, que fica nos fundos da residência de Denoir, após comprar fraldas para a pequena. Os três eram aguardados para um almoço de sábado com a família.
— Ninguém imagina passar por uma situação dessas um dia, é uma tristeza que não dá pra explicar. A menina era uma fofa, conta Malzarete Araújo, 42, amiga e vizinha da família.
Maria Eduarda foi sepultada às 11h de ontem no Cemitério da Sociedade São Caetano. Zamboni responderá a inquérito por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.










