2008-01-31 19:09:00
Um levantamento preliminar feito por técnicos da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda está estimando que o endividamento do setor agrícola some R$ 87,5 bilhões e só deve focar as renegociações de, no máximo, R$ 40 bilhões desse total. Segundo revelou o secretário-adjunto Gilson Bittencourt, o valor cujo pagamento poderá ser postergado é formado por R$ 30 bilhões das dívidas agrícolas já renegociadas nas décadas de 80 e 90 e por R$ 10 bilhões da renegociação ocorrida entre 2003 e 2006.
"Mas os R$ 30 bilhões (das dívidas das décadas de 80 a 90) são a principal preocupação do governo e o foco central receber e não prorrogar mais", disse o secretário-adjunto de Política Econômica do Ministério da Fazenda.
Segundo o deputado federal Waldemir Moka (PMDB-MS), que integra a bancada ruralista da Câmara Federal, a proposta de renegociação final para essa dívida deve ser apresentada pelo governo até 31 de março, após um acordo feito entre ministros e deputados.
Para chegar aos R$ 87,5 bilhões da dívida agrícola estimada pelo governo, além dos R$ 40 bilhões que devem ser incluídos na proposta de renegociação, existem ainda R$ 28,5 bilhões de investimentos correntes de operações como Moderfrota, Moderinfa e Pronaf, que não foram renegociadas e R$ 12 bilhões de Fundos Constitucionais, a maior parte ainda sem renegociação. Os R$ 7 bilhões restantes são de dívidas com o risco do Tesouro que foram incluídas na dívida ativa da União.
Como grande parte da diferença de R$ 47,5 bilhões que o Ministério da Fazenda não pretende renegociar ainda é considerada dívida corrente ou já foi incluída na dívida ativa, o governo ainda espera receber o pagamento sem conceder qualquer prazo extra.












