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domingo, 10 de maio de 2026

Fundersul tem saldo de R$ 62 milhões no cofre do Estado

2008-01-29 23:39:00

O governo do Estado arrecadou mais de R$ 108 milhões com o Fundersul (Fundo de Desenvolvimento Rodoviário de Mato Grosso do Sul) no ano passado, revelou o secretário de Obras Públicas e Transportes, Edson Giroto, em reunião hoje cedo na Famasul (Federação de Agricultura de Mato Grosso do Sul).

Do total arrecadado pelo Fundersul, uma parte é repassada às prefeituras. Sobraram, portanto, nos cofres do Estado R$ 83,6 milhões, dos quais foram gastos apenas R$ 21,15 milhões em obras e serviços de manutenção das rodovias e equipamentos. O saldo restante é de R$ 62 milhões, dinheiro que ficou guardado no cofre do Estado para ser aplicado só neste ano. E neste ano o governo já está prevendo elevar a arrecadação com fundo, para R$ 120 milhões.

Somado com o que ficou guardado do ano passado, o governo terá mais de R$ 180 milhões para investir em manutenção das estradas não pavimentadas, recuperação das rodovias já asfaltadas e obras de pavimentação em vários outros trechos.

Os números divulgados pela Secretária de Obras mostram que no ano passado foram gastos R$ 15,6 milhões de recursos do Fundersul com manutenção de equipamentos e equipe de trabalho – além de combustível e lubrificante -, outros R$ 2,143 milhões com conservação e restauração asfáltica, R$ 80 mil com encascalhamento e R$ 3,327 milhões com pontes de madeira.

O governo também está utilizando parte dos recursos do Fundersul para quitar a dívida com a Petrobras contraída durante a gestão Zeca do PT. São cerca de R$ 100 milhões que devem ser pagos em 30 parcelas.

O Fundersul consiste em taxas cobradas sobre o transporte de gado e grãos, além de parte do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) incidente sobre os combustíveis. O governo pretende, neste ano, passar a taxar também o transporte de cana-de-açúcar.

Os produtores cobraram maior participação nas definições de como os recursos serão gastos. Ficou acertado que uma vez por mês os representantes das principais entidades ruralistas se reunião com o secretário Edson Giroto para analisar Plano de Ação e avaliar os investimentos feitos. O presidente do Sindicato Rural de Campo Grande, José Lemos Monteiro, solicitou que as entradas do imposto fossem especificadas por município. Ademar quer saber também o montante que cada município recebe do imposto. Estavam presentes à reunião o presidente da Famasul, Ademar Silva Junior, o presidente da Acrisul (Associação de Criadores), Laucídio Coelho, o presidente da Assomasul (Associação dos Municípios), Eraldo Jorge Leite, e o presidente do Sicadems (Sindicato das Indústrias de Frio, Carnes e Derivados), Ivo Scarceli.

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