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sábado, 9 de maio de 2026

Vacina contra febre amarela tem contra-indicações; saiba mais

2008-01-17 21:37:00

A vacina contra a febre amarela não é indicada para mulheres gestantes, bebês com menos de 6 meses de vida, pessoas com alergia grave ao ovo e pessoas com o sistema imunológico comprometido. Esses indivíduos devem se proteger da doença de outras formas.

Como explica o infectologista Evandro Baldacci, do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas de São Paulo, essas dificuldades se devem ao método de fabricação da própria vacina. O vírus vivo da febre amarela é cultivado em ovos embrionados de galinha. "Além de provocar a reação imunológica ao vírus, a vacina pode conter resíduos de proteínas do ovo", afirma o médico.

As reações alérgicas simples, como dificuldades digestivas e manchas na pele, no entanto, não são proibitivas. "Quando a alergia a alguma substância da vacina é comprovada, os riscos da reação e da pessoa contrair a doença são avaliados caso a caso", afirma Baldacci.

"Se o sistema imunológico não estiver pronto para reagir ao vírus e proteger a pessoa da doença, não indicamos a vacina", afirma Gustavo Johanson, imunologista da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo). Os fetos, os bebês com menos de 6 meses, pessoas com imunodeficiências resultante de doenças (Aids e neoplasias) ou de terapêutica (uso de corticóides, quimioterapia, radioterapia) estão nessa situação, explica o médico.

Johanson especifica que existem exames para avaliar objetivamente o sistema imunológico. "Se a contagem de linfócitos CD4 for baixa, não fazemos a vacinação", completa.

Vacinação indevida: Segundo Johanson, os riscos de haver uma vacinação indevida são bem menores hoje em dia. "Os postos de vacinação realizam uma triagem que avalia as possíveis situações de contra-indicação", afirma o médico.
Muitas pessoas têm procurado os postos de vacinação para se proteger contra a febre amarela. O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirma que o país não vive uma epidemia da doença, e, portanto, a vacinação é indicada apenas para pessoas que vivem ou viajam para áreas florestais, onde vive o mosquito transmissor da doença.

O vírus da febre amarela circula nas regiões Norte e Centro Oeste, em Minas Gerais e Maranhão. Também são consideradas áreas de transição e risco potencial o oeste do Piauí, oeste de São Paulo, oeste do Paraná, oeste de Santa Catarina, sul da Bahia e sul do Espírito Santo.

Outras proteções: "A melhor forma para uma pessoa sem vacina evitar a doença é ficar longe da regiões endêmicas do mosquito", defende Baldacci.

Quem não pode tomar a vacina deve recorrer a outros métodos de proteção, segundo os especialistas. Johanson recomenda repelente e o mínimo possível de exposição do corpo.

Para viagens internacionais que exigem a vacinação contra febre amarela, a Anvisa lembra que é necessário o CIV (Certificado Internacional de Vacinação), conhecido como guia amarela. O documento pode ser retirado em postos da agência, que também oferecem a imunização. A vacina pode ser tomada em qualquer posto e a guia retirada com a carteira comum de vacinação.

Quem não pode tomá-la, diz Johanson, deve apresentar um termo médico em inglês isentando o viajante da necessidade da vacina.

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