2008-01-15 07:02:00
Vilson Nascimento
A falta de sinalização em quebra-molas em trechos de rodovias estaduais que cortam aldeias indígenas em Amambai e Coronel Sapucaia é uma grave ameaça a segurança e a própria vida de motoristas e passageiros que transitam pelos trechos de rodovias na região.
Em Amambai o problema mais grave está na rodovia MS 386 que liga Amambai a Ponta Porã, no trecho que corta a Aldeia Amambai, a cerca de 5 quilômetros, mas o problema também já começa a se arrastar para a rodovia MS 156, trecho que corta a Aldeia Limão Verde, Amambai e Tacuru.
Com o objetivo de usar as placas para fazer chapas de fogões e lenha dos postes de madeira que sustentam a sinalização vertical, os indígenas arrancam as placas e deixam os motoristas totalmente às escuras, já que a sinalização horizontal é inexististe e sem as placas de sinalização vertical os obstáculos na rodovia ficam praticamente invisíveis, sobretudo em períodos noturno ou durante chuvas, quando as cores dos quebra-molas se misturam às cores da pavimentação asfáltica das vias.
Acidentes Graves- Vários acidentes com danos materiais em veículos e até com vitimas humanas já foram registrados por conta da falta de sinalização em quebra-molas em rodovias que cortam aldeias na região.
Em setembro do ano passado (2007) cinco universitários, entre eles uma jovem de 21 anos residente em Ponta Porã ficaram feridos quando o ônibus que viajavam passou sobre um quebra-molas sem sinalização na MS 289, trecho que corta a Aldeia Taquapery em Coronel Sapucaia. Ela sofreu ferimentos na coluna e ainda apresenta seqüelas por conta do acidente.
Michele Levendosck que cursava o 8º semestre de educação física na faculdade Magsul em Ponta Porã se deslocava em companhia de alunos universitários para realizar um trabalho social em Coronel Sapucaia, na fronteira com o Paraguai, quando o motorista do ônibus, que não conhecia a região, acabou passando sobre um dos quebra-molas não sinalizado.
Com o solavanco pelo menos cinco jovens se feriram a tiveram que receber atendimento médico no Hospital Municipal em Coronel Sapucaia. Michele, em estado mais grave, teve que ser encaminhada de ambulância para um hospital em sua cidade de origem, Ponta Porã.
Outro acidente- Outro acidente, também grave, porém apenas com danos materiais, aconteceu no mesmo trecho da MS 289 quando um motorista, sem conhecer o perigo, também acabou passando em alta velocidade sobre um quebra-molas sem sinalização na MS 289, provocando o rompimento do carte, provocando o vazamento de óleo do motor do veículo.
Sem Solução- Apesar de conhecer o problema a Agesul (Agencia Estadual de Gestão de Empreendimentos) que tem uma unidade em Amambai, ignora a situação e não adota nenhuma medida preventiva.
Para a PRE (Polícia Militar Rodoviária Estadual) que realiza o patrulhamento das rodovias estaduais na região, uma das saídas para tentar minimizar a ausência da sinalização vertical nos trechos de rodovias, tirada pelos indígenas, seria a intensificação da sinalização horizontal, com a pintura dos redutores de velocidade, o alargamento dos “sonorizadores” nas proximidades dos quebra-molas, já que a retirada dos obstáculos acarretaria em outro problema grave, que é o atropelamento de indígenas, tendo em vista a grande quantidade de índios transitando pela pista de rolamento das rodovias e a intensificação na sinalização horizontal, com sinais de alerta na pista da rodovia, no interior da aldeia e o aumento da sinalização vertical nas proximidades das reservas indicando para o perigo.










