2008-01-12 23:21:00
Tese de doutorado defendida em dezembro de 2007 na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), propõe o uso conjunto de mosquitos estéreis, inseticidas e campanhas de prevenção no combate do mosquito e das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti. A foi defendida pelo matemático Roberto Carlos Antunes Thomé. O Aedes aegypti é o transmissor da dengue e da febre amarela.
Segundo a informação da Agência Anhangüera, os pesquisador fez diversas simulações para chegar às combinações mais baratas e eficazes para combater a proliferação do mosquito. Diz a matéria que o trabalho teve a orientação do professor Hyun Mo Yang, que coordena um grupo de estudos de biomatemática na Unicamp. O objetivo do grupo é desenvolver equações matemáticas que auxiliem no combate de epidemias.
“Quando o Aedes foi erradicado do Brasil na década de 30, deixaram de existir epidemias de dengue e febre amarela. Nos anos 80, o mosquito foi reintroduzido no País e os casos de dengue começaram a surgir, tendo sua primeira epidemia na região Sudeste em 1986. Com isso, reapareceu o risco de que, assim como ocorreu com a dengue, voltem a surgir casos de febre amarela em locais urbanos”, alerta o texto.
A proposta analisou o uso de inseticidas, e avaliou que um conjunto de ações e a introdução de insetos estéreis, seria mais eficaz e barato. “Com o tempo, os mosquitos ficam mais resistentes e é preciso usar cada vez mais inseticida, encarecendo o controle”, diz Thomé à agencia de notícias.
O combate deveria ser realizado primeiro com um período de controle com aplicação de inseticidas, principalmente na época de verão, por cerca de 120 dias. Nesse período do ano, o mosquito vive de 30 a 40 dias se for fêmea e cerca de 15 dias no caso dos machos.
No inverno, quando o tempo de vida do mosquito é menor e a população diminui, seriam espalhados mosquitos machos esterilizados pelas áreas urbanas onde há proliferação do Aedes. A esterilização é realizada em biofábricas que usam técnicas de aplicação de energia nuclear nos insetos, o que os torna inférteis.
“Se as fêmeas tentam se procriar com machos estéreis, elas não vão conseguir e a população diminuirá”, afirma Thomé.










