2008-01-09 19:27:00
A região de fronteira entre Mato Grosso do Sul e o Paraguai está contemplada no Plano Plurianual 2008/2011 estabelecido pelo governo do Estado. O Projeto de Integração Fronteiriça direciona o desenvolvimento da região de divisa internacional seca com o país vizinho, proporcionando infra-estrutura para a segurança, vigilância sanitária e fiscal, e alternativas para a diversificação da matriz econômica regional. Essa expansão está prevista por meio da constituição de um Maciço Verde, com 15 quilômetros de largura.
A área fronteiriça teve a economia agropecuária fortemente afetada há pouco mais de dois anos, com o registro de focos de febre aftosa. O objetivo do governo é reverter esse declínio e ampliar as oportunidades. Na primeira etapa, o Projeto de Integração Fronteiriça prevê a implantação e pavimentação das rodovias MS-299 e MS-165, desde Sete Quedas até Sanga Puitã (Ponta Porã), numa extensão de 227 quilômetros. O investimento chega a R$ 175 milhões;
Paralelo ao investimento rodoviário, acontecerá a implantação de uma barreira vegetal com largura média de 15 quilômetros, formando um maciço verde com área de 340 mil hectares. O governo tem compromisso também de constituir uma estrutura para segurança e vigilância de fronteira, e desenvolver novos modelos de produção agropecuária na região.
A segunda etapa do Projeto de Integração trata da implantação e pavimentação da rodovia MS-299 entre Sete Quedas/MS e a divisa MS/PR numa extensão de 110 quilômetros. Isso representa a complementação da infra-estrutura rodoviária na fronteira com o Paraguai, propiciando acesso à hidrovia Paraná/Tietê. Colocar em prática essa iniciativa exigirá investimento de cerca de R$ 85 milhões.
Também nesta etapa, é estimada a formação do Maciço Florestal entre Ponta Porã/MS e Bela Vista/MS e entre Sete Quedas/MS e a Divisa MS/PR. O resultado é a disponibilidade de mais de 220 mil hectares de área verde (recomposição de floresta nativa, exploração de biomassa e formação de floresta energética).
A constituição de estrutura para a segurança e vigilância de fronteira e o desenvolvimento de novos modelos de produção agropecuária na região permanecem em execução nessa fase do projeto.









