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sexta-feira, 8 de maio de 2026

Com IOF Consumidores refazem contas para comprar carro

2008-01-06 11:01:00

Quem esperou o primeiro fim de semana de 2008 para comprar um carro novo teve de repensar a decisão por causa das mudanças na alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).
 
Na quinta-feira (3), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou decreto aumentando a alíquota de 1,5% para 3% ao ano. Além disso, o consumidor terá de pagar uma alíquota adicional de 0,38%, ao tomar um empréstimo, independentemente do prazo.

O empresário Adalberto Moreira Siqueira é um dos consumidores que está em dúvida após a entrada em vigor das novas regras. "Vou pegar umas instruções com o vendedor e procurar pesquisar para ver o melhor plano, porque ainda estou meio perdido”, afirmou. Assim como ele, muita gente precisa refazer as contas. 
 
Contas- Em um financiamento de R$ 20 mil, por exemplo, é preciso calcular o valor financiado, multiplicado pela nova alíquota do IOF, que é de 3%. Assim, o total de imposto é de R$ 600. Além disso, sobre os R$ 20 mil financiados ainda incide uma nova alíquota de 0,38% – que dá R$ 76.

Somando tudo, o financiamento vai para R$ 20.676. Sem os juros. O IOF só incide sobre o valor principal. 
 
Comparação- Antes, o IOF era de 1,5% ou o equivalente a R$ 300 reais, em um empréstimo de R$ 20 mil. Havia ainda os 0,38% da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira. O valor final do financiamento ficaria em R$ 20.376. O resultado é R$ 300 mais barato que o de hoje.

Desconto– Há lojas de carros fazendo do aumento do IOF uma estratégia de marketing. Uma concessionária em São Paulo, por exemplo, decidiu bancar todo o imposto e cobrar do cliente só a metade – a taxa antiga de 1,5%.
Mas a diferença quem paga é o consumidor. O desconto, na hora de fechar o negócio, encolheu. “Dou um desconto menor para o cliente em troca da IOF”, admite o gerente comercial da loja, Luciano Soares.

Para o administrador José Ubirajara Pereira, o IOF parece não pesar tanto. Ele vendeu o carro e agora quer comprar outro mais novo. Pretende dar uma entrada e financiar o restante. “Deve aumentar em R$ 2 ou R$ 3 em relação ao que pagaria antes da operacão do governo. Então em termos financeiros, lógico que vai ser um custo maior, mas não abala tanto”. 
 
Alternativa- O advogado tributarista Marcos Ferraz de Paiva diz que uma alternativa para quem não quer pagar mais imposto é comprar o carro pelo sistema de leasing, que não exige pagamento de IOF.
 
“Quem está comprando não está percebendo o aumento efetivamente ocorrido. Na verdade, eles aumentaram 100% o IOF e embutiram a CPMF que tinha acabado. Não só aumentaram em 100% como colocaram aquela CPMF que o congresso tinha reprovado”, afirma o tributarista.



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