2007-12-22 10:21:00
Mais uma farsa – Segundo jornalistas que vivem o cotidiano do governo, a reação do presidente Lula e de parte da sua equipe, inclusive no Congresso, foi quase que de indiferença à derrota da prorrogação da CPMF por razões muito mais amplas do que supõe nossa vã filosofia. Aquela cara de “pateta”que o presidente Lula mostrou no noticiário e a grande “bronca” que deu nos ministros que ameaçaram, não apenas a oposição, mas todo o povo brasileiro, não passaram de uma grande farsa. Aliás, uma especialidade petista potencializada e aperfeiçoada por Lula.
Está todo mundo comemorando o pito dado pelo presidente Lula no ministro da Fazenda, Guido Mantega. O que as pessoas não sabem, é que a irritação de Lula com Mantega é treta.
Guido falou todas aquelas baboseiras combinado com Lula. O plano de Lula, apesar de todos os ataques desferidos contra os senadores do DEM e do PSDB, é editar, após a aprovação da DRU – Desvinculação de Recursos da União, uma nova Medida Provisória ressuscitando com outro nome a falecida CPMF. Ela seria publicada no Diário Oficial nos primeiros dias de janeiro de 2008 com alíquota menor e arrecadação total para a Saúde. Seria o pulo do gato, haja vista que a grande preocupação do governo sempre foi não perder a DRU.
Esses sujeitos são o paradigma da imoralidade e da ética. Depois não digam que não avisei.
Inépcia com ternura – Depois do vexame internacional que o Brasil protagonizou durante os Jogos Panamericanos ao negar asilo político aos boxeadores cubanos Guillermo Rigondeaux e Erislandy Lara, que tiveram que voltar para seus país após uma tentativa de deserção. O governo alega que eles disseram ter se arrependido e por isso foram repatriados. Na verdade, Lula tem medo de Fidel Castro. Informações dão conta que os dois atletas tiveram que abandonar suas carreiras e estão sendo vítimas de perseguição junto com seus familiares.
Dada à repercussão negativa, no mundo inteiro, da atitude do governo brasileiro com a repatriação dos boxeadores, esse mais ou menos se viu obrigado a conceder refúgio ao jogador de handebol Rafael D’Acosta Capote e ao ciclista Michel Fernández García, ambos cubanos e ambos provavelmente muito satisfeitos com a vida que levavam na ilha.
Agora foi a vez de mais três cubanos, os músicos cubanos Juan Alcides Diaz, Miguel Nuñez Costafreda e Arodis Verdecia Pompa pedirem asilo ao Brasil. Graças ainda ao exemplo dos boxeadores, vão esperar em liberdade e com permissão para trabalhar, a decisão do Conselho Nacional de Refugiados, do Ministério da Justiça, sobre o pedido de refúgio político formalizado esta semana na superintendência da Polícia Federal, no Recife. O órgão deve se reunir até fevereiro.
O secretário nacional de Justiça e presidente do Conare, Romeu Tuma Júnior, que foi à PF, explicou que eles ficarão na condição de refugiados e não na de asilados políticos, porque o asilo é pedido quando envolve crime político, o que não é o caso. Os salvo-condutos da Justiça foram entregues aos músicos.
Diaz disse que ele e os colegas estavam impedidos de expressar livremente sua arte. “Nossa situação estava muito difícil.” Ele assegurou que se voltassem a Cuba não poderiam mais ser músicos. Integrantes do grupo Los Galanes, que veio ao Brasil para 6 apresentações; três não embarcaram de volta e tiveram a ajuda de um professor para se esconderem.
Imagino o que deve estar passando pelas cabeças do Rigondeaux e do Lara que não tiveram a mesma sorte, ou melhor, serviram de cobaias, pagaram o pato por termos um governo inepto e subserviente e ainda são obrigados a ouvir sandices como essa pérola desferida esta semana por Fidel: “Meu dever elementar não é apegar-me a cargos, ou muito menos obstruir a chegada de pessoas mais jovens [ao poder]”. Depois de 48 anos de feroz ditadura, Fidelzinho não perdeu a ternura. Jamais.
Ladrões e Mentirosos – Em depoimento na Justiça Federal, em Brasília, o deputado federal José Genoino, ex-presidente do PT, negou qualquer participação no núcleo central da “quadrilha” acusada de pagar o mensalão a parlamentares e partidos em troca de apoio a projetos do Governo Federal.
No seu depoimento, o deputado João Paulo Cunha, que presidia a Câmara na época do mensalão, também negou envolvimento no esquema.
Na verdade, ninguém é obrigado a confessar nada e nem dizer algo que o comprometa. Mas, espera-se que os juízes levem em conta que os ilustres parlamentares são notórios mentirosos, além de ladrões.











