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quarta-feira, 6 de maio de 2026

Aral Moreira registra 1º caso de ferrugem asiática no ano

2007-12-07 14:18:00

O primeiro foco de ferrugem asiática do país desta safra foi confirmado em Aral Moreira, cidade distante 357 quilômetros de Campo Grande, na fronteira com o Paraguai. A constatação se deu no dia 3 de dezembro, porém só hoje a Fundação MS, entidade que integra o Consórcio Antiferrugem, divulgou o fato.

O clima seco deste início de safra vem retardando o aparecimento da doença, disse a pesquisadora Cláudia Godoy, da Embrapa Soja. "No ano passado, as lavouras foram plantadas mais cedo e os primeiros focos também surgiram antecipadamente". O engenheiro agrônomo Ricardo Barros explicou que o clima na região estava desfavorável, mas técnicos e produtores devem reforçar o monitoramento das lavouras, já que as chuvas voltaram a ocorrer normalmente. 

O fato de Aral Moreira estar situado próximo à fronteira com o Paraguai pode ter sido relevante para o aparecimento da doença. Segundo o pesquisador Wilfrido Morel, chefe do programa de pesquisa de soja do Centro Regional de Investigación Agrícola, já foi observado a ocorrência de focos de ferrugem asiática em lavouras comerciais paraguaias em amostras coletadas por técnicos que atuam no programa SOS-Bayer, em 16 de novembro, originadas de lavoura no estádio R5 (formação de grãos), no município de Pirapó, Itapua.

Segundo Morel, cultivos no mês de agosto e início de setembro, embora não sejam recomendados pela pesquisa, têm sido feitos com freqüência nos últimos anos pelos agricultores da região, favorecendo a ocorrência precoce da ferrugem nas safras do país.

O pesquisador Rafael Soares da Embrapa Soja informa que também foi constatada a presença de ferrugem em kudzu e soja perene, não só no Paraguai, mas também em municípios argentinos na província de Missiones. Essa constatação serve de alerta para os produtores brasileiros, principalmente no oeste do Paraná, para intensificar o monitoramento da doença pois, considerando o movimento predominante dos ventos, os países vizinhos podem ser fornecedores de inóculo do fungo para as lavouras brasileiras.´

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