2007-12-05 03:29:00
Pela segunda vez este ano, o ex-presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL) se livrou da cassação. Ele foi absolvido no plenário da Casa por 48 votos a 29, e 3 abstenções. Renan Calheiros não votou, portanto, foram contabilizados no total 80 votantes. Ele era acusado de comprar, em nome de "laranjas", duas emissoras de rádio e um jornal diário, em Alagoas, em sociedade com o usineiro João Lyra. Após o presidente interino do Senado, Tião Viana, anunciar o resultado da votação, a sessão foi encerrada. Sorridente, Renan recebeu cumprimentos dos colegas senadores. Em um canto do plenário estavam familiares, entre os quais sua mulher Verônica e seu irmão, o deputado Renildo Calheiros (PCdoB-PE).
Viana convocou para a próxima terça-feira, dia 11, uma reunião do colégio de líderes para marcar a data da eleição do novo presidente do Senado. A previsão é de que a votação poderá ocorrer na próxima quarta-feira, dia 12, mas o líder do governo no Senado, Romero Jucá, estaria tentando um acordo com a oposição para adiar essa eleição. O objetivo é evitar que a disputa venha prejudicar a votação da prorrogação da CPMF em 1º turno.
Antes do início do julgamento, Renan anunciou a renúncia à presidência da Casa e logo em seguida os senadores começaram a discutir o processo de sucessão, que ficou para semana que vem. Por conta da série de denúncias contra ele, o senador se licenciou do cargo em 11 de outubro. Nesta terça, foi julgada a terceira das seis representações no Senado. Duas delas já foram arquivadas e as demais ainda não foram examinadas.
Ao anunciar sua renúncia, Renan disse que agiu de acordo com sua "consciência". "Compreendo que presidir a casa é conseqüência das circunstâncias políticas e quando elas mudam é aconselhável que se deixe o cargo. Renuncio assim, sem mágoas, e de cabeça erguida. Agi de acordo com a minha consciência e com o pensamento voltado para o povo de Alagoas", afirmou












