2007-11-28 11:39:00
Correndo contra o calendário para conseguir aprovar a prorrogação da CPMF no Senado, o governo destinou R$ 514,3 milhões em verbas federais para atender emendas parlamentares até a última sexta-feira (23). O valor que representa quase o triplo (197%) do liberado em outubro. Senadores acusaram a Casa Civil de cooptar votos.
O detalhamento do "empenho" (compromisso de gastos) das emendas parlamentares do Orçamento aponta ainda que R$ 207 milhões foram liberados só na semana passada, segundo dados do Siafi (sistema de acompanhamento de gastos da União) coletados pelo DEM.
A primeira denúncia de que o governo estaria negociando com emendas partiu de Geraldo Mesquita (PMDB-AC), que integra o grupo dos ‘rebeldes’ do PMDB cujos votos para aprovar a CPMF são incertos. Ele relatou ter sido procurado pelo subchefe de Assuntos parlamentares da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, Marcos Lima, para negociar a liberação de emendas.
Em resposta, a Secretaria de Relações Institucionais, em nota, disse que ‘em nenhum momento a liberação foi utilizada como moeda de troca’ e que ‘a soberania entre os poderes Legislativo e Executivo sempre foi respeitada’.










