2007-11-27 14:09:00
Comida orgânica ganha mais gôndolas e público bem mais heterogêneo do que aquele estereótipo hippie, até hoje colado ao mercado dito "natural".
Natural que seja assim: no topo das neuroses contemporâneas, a saúde é a principal motivação de 54% dos consumidores brasileiros de alimentos orgânicos, segundo pesquisa da Latin Painel feitas nas principais regiões metropolitanas.
É o caso da aposentada Marlene Fonseca, 63, freqüentadora da feira do Parque da Água Branca, em São Paulo. "Eu deixo de gastar na farmácia para gastar aqui", afirma.
Ótimo. Ainda que a escolha agora venha da autopreservação, quem consome orgânicos apóia plantações sem agrotóxicos, uso racional da água e métodos agrícolas que permitem ao solo criar sua própria defesa.
De acordo com a pesquisa da Latin Painel, 20% da população brasileira já se rendeu ao charme dos orgânicos, e a fatia só aumenta. Desde o início dos 90, o crescimento desse setor no Pão de Açúcar é de 21% em média, a cada ano. A rede Carrefour aumentou as vendas de orgânicos em 40% no ano passado. A Native, no nicho dos orgânicos industrializados, aumentou seu faturamento em 38%.
O negócio é tão promissor que Carrefour e Pão de Açúcar já lançaram suas linhas. "Queremos construir hábitos de consumo com valor agregado maior", diz Leonardo Miyao, 44, diretor do Pão de Açúcar. Põe "valor agregado" nisso.












