2007-11-23 12:07:00
Como falar bem dele?
Essa semana encontrei um amigo, que é um desses sujeitos bem informados, sobretudo no que se refere a Amambai, e no meio da conversa que se desenvolvia sobre vários temas, ele me disse que estava participando de uma reunião quando alguém se manifestou contra minha obstinação em falar mal do Lula. Vamos esclarecer uma coisa: eu não falo mal do Lula apenas porque quero, aliás, nem acho que falo mal dele ou cometo alguma aleivosia. Acontece que tudo o que foi escrito aqui nesses últimos anos são verdades verdadeiras. Tudinho aconteceu, nada foi inventado. Mensalão, compra de políticos, dossiês falsos, mentiras e mais mentiras, promessas inexeqüíveis, corrupção em todos os níveis, aparelhamento do Estado pela companheirada, quebra do sigilo do caseiro, abuso de autoridade, dólares na cueca, propinas e mais propinas, apagão aéreo, top, top, top, caixa dois em campanha, declarações idiotas, inoportunas e não condizentes com a postura de um presidente da República são fatos. E há muitos mais. Então não acho que falei mal, simplesmente analisei pela minha ótica. Respeito quem pensa diferente de mim e este artigo é até para ajudar esses divergentes. Ora, me perguntarão, mas você não gosta do Lula? Respondo: não, não gosto dele nem como presidente e nem como pessoa. Acho-o falso, mentiroso e desprezível. Assim como não gosto do Sarney ou do Renan e mais uma pá de gente, todos aproveitadores da má educação e, por conseguinte, má informação da maior parcela da população para se locupletarem, para realizarem seus próprios projetos de enriquecimento. Portanto não tenho nenhum motivo para falar bem dessa gente. Quando eles se comportarem, se é que conseguem, como homens dignos, serei um dos que certamente os elogiarão, mas por enquanto só posso dar uma sugestão a esses incomodados, sigam meu exemplo: quando o Lula ou outro desses calhordas aparece na tevê, pego o controle remoto e mudo de canal. Os que não gostam de ler as críticas, podem virar a página ou desviar os olhos e não ler. É chato perder leitor, mas é mais chato ainda ter leitor que não gosta do que lê (ou não entende).
Cuidado gente!
Para aqueles que leram a primeira parte (acima) deste Periscópio e se sentiram atingidos, um pequeno lembrete: Lula mais uma vez abriu a boca para dizer asneira. “Podem criticar o Chávez por qualquer outra coisa. Inventem alguma coisa para criticar Chávez. Agora por falta de democracia na Venezuela…”, essas foram as sábias palavras do nosso grande estadista Lula da Silva.
Como é de conhecimento geral, Lula tem horror a leitura, exceto a rótulos de cachaça, mas porque não pega um dos assessores e pede para ler, pelo menos, o jornal para tomar conhecimento do que acontece no mundo? O editorial do jornal O Estado de S.Paulo, de 20/11, elucida bem o tamanho da besteira que o apedeuta disse a respeito da democracia venezuelana. Eis um trecho: “Acontece que o movimento liderado pelos universitários assumiu proporções que assustaram Chávez. E assim os estudantes, que antes ele chamava de “filhinhos de papai”, passaram a ser “lacaios do império”, “fascistas” e “traidores”. Pior que isso, as milícias bolivarianas – que são disciplinadas e obedientes – passaram a agredir os estudantes e a invadir campus universitários. Houve casos em que os milicianos atacaram os estudantes protegidos pelos escudos da tropa de choque que deveria manter a ordem. Em pelo menos três ocasiões manifestantes foram feridos a tiros – e um dos pistoleiros, fotografado com a arma na mão, era um deputado chavista.
Se Hugo Chávez estivesse preocupado com a ordem pública, refrearia os seus violentos seguidores. Mas o fato é que os “filhinhos de papai” se organizaram e estão mobilizando a opinião pública contra a Constituição que “legitimará” a ditadura perpétua do coronel golpista. O movimento surgiu espontaneamente na Universidade Central, a maior do país, e logo se espalhou pelas outras universidades de Caracas e das principais cidades da Venezuela. Não está vinculado aos partidos carcomidos que infelicitaram o país e, como diz um dirigente estudantil, “somos um movimento sem ideologia de esquerda ou direita; nos unimos pelos direitos humanos”.
Não nos esqueçamos também que aqui no Brasil já há um movimento feito por puxa-sacos para um terceiro mandato. E pior, o “Bolsa-esmola” é um grande aliado dessa pretensão absurda em caso de um plebiscito. Se a sociedade em geral, inclusive a oposição e os militares, não se mobilizarem contra essa idéia maluca e anticonstitucional, poderemos nos tornar uma nova Venezuela.










