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domingo, 3 de maio de 2026

Periscópio “Lulinha Paz e Amor” por Antonio Luiz

2007-10-26 16:09:00

Em primeiríssimo lugar, quero desde já pedir desculpas aos leitores pelos asteriscos  que serei obrigado a usar nesse artigo. Não me culpem. Culpem o seu presidente que com sua incontinência verbal tanto constrangeu as pessoas educadas “dessepaiz”. O colunista da Veja, Diogo Mainardi, acaba de lançar seu livro “Lula É Minha Anta” e, em menos de uma semana,  já ocupa o oitavo lugar dentre os mais vendidos. Na verdade, Lula é a anta de todos nós brasileiros. Trata-se de uma coletânea dos artigos  referentes ao presidente, que Diogo publicou ao longo dos últimos anos. Como li todos, não comprarei o livro. Assim como não comprei e não li  “Viagens Com o Presidente”, de Eduardo Scolese e Leonêncio Nossa, entretanto pude pinçar alguns – muitos – trechos na Internet. 

Eis algumas pérolas lulianas: “Olha o bundão, lá vai o bundão pegar a minha toalha”, para um ajudante de ordens que fora buscar uma para ele se enxugar.

“Marina, essa coisa de meio ambiente é igual a exame de próstata, não dá para ficar virgem a vida toda. Uma hora eles vão enfiar o dedo no c(*) da gente. Então, companheira, se é para enfiar, que enfiem logo”, consolando a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva

“Tem que mandar esse cara aqui tomar no c(*). A gente aumenta o número de contratos da agricultura familiar, faz uma reforma agrária de qualidade e investe no agronegócio e ainda tem que ler isso aqui?” Num caso como esse não tem jeito, meus caros, não tem jeito. Tem que mandar tomar no c(*) mesmo, não tem outro jeito.” para os seus assessores irritado sobre um artigo que criticava sua política agrária.

“Eu sempre quis f(*) o João Alves. Já fiz aliança com todo mundo lá,com o Albano Franco, com o Almeida Lima. Eu faço aliança com qualquer um para f(*) o João Alves. Esse eu quero f(*)  de qualquer jeito.” para a então senadora Ana Julia, referindo-se ao governador de Sergipe, João Alves.

“Enfiem no c(*) esse discurso, c(*). Não é isso que eu quero, p(*) Eu não vou ler essa m(*)Vai todo mundo tomar no c(*) Mudem isso, rápido.” ao ministro Celso Amorim e assessores, arremessando para longe um discurso que ele faria sobre a fome.

Todos nós, minimamente informados,  sabíamos que o Lula é um “bronco” rústico e sem educação, mas supúnhamos que ocupando o cargo mais importante da Nação, seu comportamento, suas atitudes e seu palavreado evoluísse para algo, digamos, mais civilizado. Desde o notório e já folclórico  “minha mãe é uma nordestina pobre que nasceu pelada e desdentada”, o homem só piorou. Há poucos dias disse que a República do Congo está “ensinando a construir uma democracia cada vez mais forte e na paz”. Lula fez as afirmações ao lado de Denis Sassou-Nguesso, o presidente congolês. Sassou-Nguesso chegou ao poder pela primeira vez em 1979, com um golpe de Estado, mas deixou o cargo após perder as primeiras eleições multipartidárias do país, realizadas em 1992. Voltou ao poder em 1997 depois de uma rápida e sangrenta guerra civil, em que contou com o apoio de tropas angolanas. Em março de 2002, ele venceu novas eleições presidenciais em que dois de seus principais concorrentes – o ex-presidente Pascal Lissouba e o ex-primeiro-ministro Bernard Kolelas – foram impedidos de participar devido a novas leis de residência no país. O terceiro rival, Andre Milongo, desistiu da candidatura dois dias antes do pleito alegando que as eleições seriam fraudadas. Lula não fez nenhuma referência a essas eleições.

Segundo as resenhas do livro, algumas mentiras e promessas faraônicas não cumpridas também são relatadas, como quando era um candidato à Presidência, Lula dizia que numa canetada só faria a reforma agrária que Fernando Henrique enrolou por 8 anos. Para o candidato, faltava vontade política para fazer as mudanças que o Brasil tanto precisava. Não bastava boa vontade. Tinha que saber negociar. Negociar com algumas pessoas que vinham ao Planalto em busca de milhões de reais. Não era uma negociação qualquer. Sempre é bom  lembrar que Lula sempre criticou seu antecessor por viajar demais. Quando assumiu o cargo em 2003, Lula percebeu que viajar não é tão ruim assim. O livro conta um Lula descontraído tanto dentro do Sucatão como no AeroLula. Ao mesmo tempo que descreve suas explosões de ódio quando algum ajudante-de-ordem não lhe dá uma toalha quando seu rosto está todo suado.

Esse é o Lulinha Paz e Amor. Esconjura!!!

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