2007-10-25 14:03:00
Vilson Nascimento
Foi condenado a cinco anos e dois meses de prisão nessa quarta-feira (24) em Amambai, o fazendeiro Waldemar Bambil da Luz de 52 anos, acusado de matar a tiro, por conta de disputa de terras, o próprio irmão, Vanderley Bambil da Luz, crime ocorrido em setembro de 2005 em uma fazenda a cerca de 40 quilômetros da cidade em Amambai.
Pelo assassinato, que os jurados desqualificaram de crime doloso como pedia o Ministério Público Estadual para homicídio culposo, Waldemar foi condenado há apenas 2,5 anos, mas a pena, que deverá ser cumprida inicialmente em regime semi-aberto, foi elevada em mais da metade pelo crime de porte ilegal de arma, já que a arma utilizada para cometer o assassinato, um revólver calibre 38 não era registrada e o fazendeiro, que se apresentou espontaneamente na Delegacia de Amambai dias após o crime, não possuía o porte, segundo a polícia.
O Crime- De acordo com a Polícia Civil de Amambai que trabalhou nas investigações do caso, vítima e acusado tinham fazendas vizinhas, fruto de herança de família e o desentendimento que resultou na morte de um dos irmãos teria começado por conta da construção de um corredor, já que, para chegar em sua propriedade o autor, Waldemar Bambil, teria que passar pela propriedade da vítima.
O dono da propriedade, Vanderlei Bambil teria pedido para que o irmão construísse um corredor, já que sempre esquecia a porteira aberta e o gado acabava saindo. Waldemar, por sua vez, teria se negado a construir tal corredor e a rixa acabou aumentando entre eles até que, no dia 5 de setembro de 2005, ao se encontrarem no portão da fazenda os irmãos acabaram discutindo e Waldemar acabou assassinando Vanderley.
Segundo o advogado de defesa de Waldemar, Dr. Leopoldo Azuma, que atuou no Tribunal do Júri em companhia do filho, Dr. Felipe Azuma e da advogada, Dra Roseli Daronco, seu cliente agiu em legítima defesa, já que os desentendimentos entre os irmãos eram antigos e as ameaças constantes.
Já o Ministério Público Estadual, que foi representado no julgamento pelo Promotor de Justiça, Dr. Rodrigo Yshida Brandão, titular da 1ª Promotoria da Comarca de Amambai, achou baixa a pena aplicada e deverá recorrer junto ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul pedindo a anulação do julgamento.












