2007-10-14 08:40:00
Uma mulher é suspeita de jogar as duas filhas em uma cisterna de 9 metros de profundidade na Zona Rural de Santo Hipólito, na região central de Minas Gerais. Segundo a polícia, o avô ainda tentou salvar as duas crianças, de seis e quatro anos, porém a mais nova não resistiu aos ferimentos. A outra menina foi levada para o Conselho Tutelar da cidade. A mãe foi presa e levada à delegacia da cidade de Corinto, também na região central de Minas.
No sábado à tarde, mais uma criança recém-nascida foi encontrada morta na região metropolitana de Belo Horizonte. Segundo a polícia, uma pessoa denunciou que havia um bebê abandonado em uma casa da Vila Nova Esperança, em Contagem. Quando os policiais chegaram ao local, o menino já estava morto e enrolado em um cobertor.
A mãe e o pai da criança foram localizados pela polícia, no Hospital Municipal de Contagem, mas ainda não há informações se o bebê já nasceu morto, ou mesmo se foi um aborto espontâneo ou provocado. Ainda não há explicações também sobre o porquê de o casal ter deixado o bebê na casa.
Outros três casos de crimes contra crianças aconteceram nas últimas duas semanas em Minas. O primeiro foi no dia 30 de setembro. Uma recém-nascida foi jogada no Rio Arrudas, em Contagem, e morreu alguns dias depois no Hospital. A mãe foi presa e indiciada por homicídio. Em Ibirité, também na região metropolitana, uma outra menina recém-nascida foi abandonada na porta de uma casa. E no último caso, ocorrido em Monte Sião, no sul de Minas, um menino recém-nascido foi encontrado morto em um lixão da cidade.
Na última sexta-feira, a Justiça de Minas Gerais negou o pedido de progressão de regime a Simone Cassiano da Silva, condenada a oito anos e quatro meses de prisão por jogar a filha recém-nascida na Lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte, em janeiro do ano passado. Simone pretendia cumprir a pena em regime semi-aberto, o que permitiria que deixasse o presídio durante o dia e voltasse apenas para dormir.
O juiz negou o pedido com base em parecer do Conselho Penitenciário. Para os conselheiros, Simone por enquanto não merece a progressão de regime. Ela escondeu a gravidez da família e do namorado. A menina nasceu em novembro de 2005 e ficou internada por dois meses. O advogado dela não foi encontrado para comentar a decisão.
Assim que a criança teve alta da Maternidade Odete Valadares, em 28 de janeiro de 2006, a mãe a jogou dentro de um saco plástico na lagoa. A menina só foi salva porque o choro chamou a atenção de populares, que a resgataram. O resgate foi filmado por um cinegrafista amador e o drama de Letícia (nome dado pelos pais adotivos) ganhou o noticiário nacional.
Simone alegava que tinha dado a criança a uma moradora de rua por não ter condições psicológicas de criá-la.












