2007-10-11 22:32:00
Após prolongado período de desgaste, Renan Calheiros (PMDB-AL) decidiu se licenciar da presidência do Senado por 45 dias. Com o afastamento de Renan, que responde há processos por quebra de decoro, o senador Tião Viana (PT-AC) assumirá a presidência da Casa de Leis.
O anuncio do licenciamento de Renan foi feito pelo próprio senador alagoano em um rápido pronunciamento à TV Senado. Para ele, o seu afastamento visa provar que não precisa do cargo para se defender das acusações que pesam contra ele e garante que a votação de matérias importantes não serão comprometidas. “Deixo claro meus interesses pelo país. Reafirmou que enfrentarei os processos como fiz até agora, sem subterfúgios”, disse. Renan afirmou ainda que continuará a se defender das acusações.
Na avaliação de aliados, a permanência de Calheiros na presidência poderia comprometer a votação de matérias importantes para o Governo, como a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que prorroga a CPMF até 2011.
O pedido de afastamento já era esperado. Centenas de jornalistas foram ao Senado. Aliados como Edson Lobão (PMDB-MA), afirmaram que o alagoano estava "muito abatido, entristecido e tenso".
Conforme a revista Veja, Renan já não conta mais com uma tropa de choque disposta a defendê-lo nos processos por quebra de decoro parlamentar. De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, um ex-aliado de Renan calculava que o senador reuniria no máximo 20 votos por sua absolvição numa nova votação em plenário.
Novo presidente – Tião Viana, de 46 anos, é médico e ingressou na carreira política com sua eleição para o Senado em 1999 pelo Estado do Acre. Nas eleições de 2006, com mais de 60% dos votos, o senador foi reeleito para cumprir mandato até 2015, assumindo a 1ª vice-presidência da Casa. Ele concentra sua atuação parlamentar em projetos relacionados ao sistema de saúde pública.













