2007-10-11 19:33:00
A mãe da garota que morreu após ser jogada no rio Ribeirão Arrudas, em Contagem, Minas Gerais, foi indiciada por homicídio qualificado na manhã desta quinta-feira. Segundo a Polícia Civil, o inquérito ressalta, também, que o crime foi praticado por motivo fútil, torpe e por asfixia. Elisabete Cordeiro dos Santos pode pegar de
A vizinha dela, Iracema Pereira dos Santos, foi indiciada por co-autoria no homicídio, por ter ajudado no aborto. Segundo a polícia, ela disse a Elisabete onde poderia comprar um chá e um comprimido usados para o aborto, na madrugada de domingo.
De acordo com as investigações, Elisabete planejou o aborto de forma cuidadosa e tentou duas vezes: no quarto e no oitavo mês de gravidez. O laudo do Instituto Médico Legal (IML), divulgado na quarta-feira, comprovou que a mulher não sofria de depressão e de problemas mentais. Segundo a polícia, o relatório do inquérito vai ser encaminhado, nesta tarde, à Justiça.
A recém-nascida foi encontrada por uma criança e dois adultos no dia 30 de setembro, mas morreu no último dia 5 devido a uma infecção e a um edema cerebral. A mãe permanece detida na Penitenciária Estevão Pinto,
De acordo com a perícia do IML, "a paciente apresenta normalidade psíquica, sem qualquer quadro de doença ou perturbação mental e era capaz de entender o caráter criminoso de seu ato, bem como de determinar-se de acordo com esse entendimento". Além do quadro de normalidade, também foi descrito no documento a falta de emoção dela ao contar os fatos relacionados ao crime.
A Polícia Civil informou ainda que a acusada mudou a versão dos acontecimentos em relatos durante o exame. Ela teria dito que saiu de casa para jogar o bebê no ribeirão, em vez de tê-lo jogado pela janela, explicação dada em primeiro depoimento à polícia.











