2007-10-04 14:13:00
Vilson Nascimento
Em uma ação conjunta a Polícia Civil de Amambai e o MPE (Ministério Público Estadual) desmontaram, na manhã dessa quinta-feira (4) um ponto de venda clandestina de combustível que funcionava aos fundos de uma borracharia situada na Vila Limeira em Amambai.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Dr. Claudineis Galinari, que comandou pessoalmente a operação, acompanhado pelo Promotor de Justiça, Dr. Ricardo Rotunno, titular da 2ª Promotoria da Comarca de Amambai, a polícia chegou até o local onde o combustível era armazenado, em um barracão aos fundos da borracharia, através de trabalho de investigação.
No local os policiais encontraram pelo menos 150 litros de gasolina, que estava armazenada em vários galões e garrafas plásticas de 2 litros e em um tonel suspenso de 200 litros.
Segundo a polícia a gasolina era prazida do Paraguai, onde o preço do combustível chega a custar 50% menos que no Brasil e comercializada na cidade em Amambai com lucros de aproximadamente 70 centavos de real por litro para o revendedor clandestino.
O proprietário da borracharia, Vilmar Xappaun de 38 anos foi preso, autuado em flagrante e liberado para responder ao processo em liberdade após pagar R$ 800,00 de fiança.
Postos perdem metade do movimento– Procurados pela reportagem as direções de postos de combustíveis de Amambai avaliaram que as vendas mensais de combustíveis, principalmente a gasolina, são 50% menores na cidade por conta da entrada do combustível paraguaio, tanto por parte de vendedores clandestinos que trazem o combustível para comercializar na cidade como por parte de pessoas que se deslocam até o país vizinho para abastecer seus veículos.
Em Capitan Bado, por exemplo, a “gasolina econômica” como é chamada por conter 30% da composição de metanol, combustível que segundo os donos de autopostos tem a venda proibida no Brasil por ser prejudicial à saúde, chega a custar R$ 1,75 enquanto nos postos de combustível de Amambai o preço da gasolina comum gira em torno de R$ 2,86.
Já em relação ao óleo diesel, cujos preços entre o combustível brasileiro e paraguaio quase que se equivalem, a perda gira em torno de 30%.
Desemprego- A evasão de brasileiros abastecendo seus veículos no país vizinho e a venda clandestina de gasolina na cidade tem provocado, além de prejuízos para os empresários do setor, demissões e o aumento na fila do desemprego na cidade.
Só em um posto de combustível visitado pela nossa reportagem nessa quinta-feira dois funcionários foram demitidos na semana passada por conta da queda no movimento.
Perigos- Além de responder criminalmente, já que o armazenamento de combustíveis em locais impróprios, que é crime previsto em Lei, o que se agrava mais ainda se o armazenamento tiver como objetivo a venda clandestina, acarretam outro problema, o perigo de explosão e de provocar graves acidades. O alerta é do Corpo de Bombeiros de Amambai.












