2007-09-22 12:15:00
O comércio paraguaio não tem do que se queixar. Nos últimos meses aumentou consideravelmente o número de turistas e sacoleiros nas lojas de Pedro Juan Caballero e nos finais de semana, embora aquém do que se verificava nas décadas de 80 e 90, pode-se constatar um volume muito maior em termos de clientela.
O movimento recorde em relação ao que se verificada no ano passado, por exemplo, está provocando dois tipos de situações: o retorno dos investimentos de comerciantes brasileiros do lado paraguaio e a reação do comércio de Ponta Porã, que contra-ataca com prazos e promoções que deixam os produtos até 15% mais baratos.
Em algumas lojas é possível comprar em até 12 vezes e sem entrada. Essa forma de atrair o consumidor também é prática em outras lojas. Algumas apostam em prazos menores e acreditam no retorno “são televisores, DVD’s e celulares que podem ser pagos em até 8 vezes; o consumidor e o lojista saem ganhando”, comenta o gerente Valmir Rodrigues Lima.
Enquanto os comerciantes ‘do lado de cá’ da fronteira criam estratégias para retomar as vendas, o comércio do lado paraguaio registra até 8 mil pessoas a cada final de semana na cidade de Pedro Juan Caballero, contingente que está em franco crescimento, segundo os próprios empresários.
Segundo dados da Câmara de Comércio do Paraguai a movimentação de turistas na cidade vizinha aumentou mais de 50% nos últimos 4 anos. Benefícios para os grandes e pequenos comerciantes que vendem de tudo na fronteira. “O movimento já aumentou bastante, tem dia que nem consigo atender tanta gente aqui na minha barraca”, ressalta o camelô Francisco Lopez.
Aumento nas vendas também nas grandes lojas. No Shopping China, maior área de importados da região, o número de turistas cresceu em mais de 50%. “Em muitos finais de semana recebemos cerca de 8 mil pessoas na loja, que que procuram principalmente eletroeletrônicos e produtos de informática”, comenta o diretor de Marketing, Rodrigo Bermejo.
Mesmo com as alterações na moeda americana, a movimentação de turistas se mantém. “O dólar subiu um pouco, mas ainda compensa para o visitante, afinal se ele pagar com cartão de crédito a compra será cobrada pela cotação oficial do Brasil, por isso acredito que essa diferença não vai prejudicar o comércio paraguaio”, enfatiza Bermejo.









