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quarta-feira, 29 de abril de 2026

Presidente da FIA pede desculpas pela pena à McLaren

2007-09-15 19:28:00

O presidente da FIA, Max Mosley, pediu desculpas, neste sábado, no circuito de Spa-Francorchamps, pela punição branda da entidade que dirige à McLaren, depois de todas as evidências de uso das informações da Ferrari virem a público: “Fui voto vencido. Defendi a exclusão da equipe do campeonato por dois anos, mas estamos numa democracia”. Prosseguiu:

“Membros do Conselho Mundial acharam que para o bem do esporte não deveriam excluí-la e votaram pela pena que todos sabem”. E completou: “Agora será difícil explicar a Felipe Massa e Kimi Raikkonen que seus adversários utilizaram um recurso não legal. A pena não foi pequena, mas não o suficiente”. Discordou de que o valor da multa é elevado: “Para a McLaren? Não”.

A maior parte do Conselho Mundial havia já se definido pela exclusão da McLaren. Foi Bernie Ecclestone quem iniciou o movimento para rever o voto de parte de membros do Conselho. O próprio inglês de 77 anos confirmou, em Spa: “Sim, fui contra a exclusão. Seria muito ruim para a Fórmula 1”.

Mosley contou na tumultuadíssima entrevista realizada no paddock do circuito belga como recebeu as novas evidências que provocaram o segundo julgamento da McLaren. “Dia 5 de agosto Ron Dennis (diretor da McLaren) me telefonou para dizer que Fernando Alonso o ameaçava. Alonso disse que se Ron não lhe oferecesse garantia do mesmo tratamento de Lewis Hamilton denunciaria à FIA tudo o que sabe.”

A troca de e-mails com Pedro de la Rosa, pilotos testes e em contato direto com Mike Coughlan, o engenheiro da McLaren que tinha o canal com Nigel Stepney, mecânico-chefe da Ferrari, começou ainda em março, depois da abertura do campeonato, na Austrália.

Mosley falou ter ouvido de Dennis que recomendou Alonso dizer o que desejasse à FIA por, na realidade, não possuir nada contra a McLaren. “Quando a polícia italiana me enviou o que havia descoberto, vi que Ron havia mentido. Ele é mentiroso. Não foi honesto.” Os e-mails enviados por Alonso à FIA, comentou, foram decisivos para esclarecer o caso.
“Sem a sua ajuda não seria possível esclarecermos tudo. E se Ron não for correto com ele ou seus pilotos nós o chamaremos a Paris para responder outro processo. Ele está sob vigilância.”

Mas por que garantiu impunidade a Alonso? “A justiça comum também a concede para quem colabora, precisávamos das provas, da confissão. Temos de agradecer a Alonso que não concordou com a cultura de sua equipe e colaborou conosco.”

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