2007-09-07 07:26:00
As famílias assentadas na fazenda Itamarati, em Ponta Porã, deram prazo ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária para que seja oficializada a doação da área que ocupará o núcleo urbano da comunidade, com o intuito de agilizar a demarcação e garantia de infra-estrutura no local. Caso isso não aconteça, os assentados dizem que farão “por conta própria a demarcação para dar prosseguimento ao projeto”, alertou o assentado Teófilo Cesário da Silva, durante discurso na tribuna da Câmara dos Vereadores de Ponta Porã nesta quinta-feira (6 de setembro).
O presidente da Casa de Leis, Marcelino Nunes (PT), lembrou que o assentamento é terra da União e, “enquanto o Incra não fizer a doação da área à prefeitura, para que seja transformada em loteamento urbano e passe pela discussão na Câmara através de projeto de lei do Executivo, nada vai acontecer”. Ele sugeriu a nomeação de uma comissão para pressionar o instituto a fazer a doação, além da realização de uma audiência pública para discutir o assunto.
Nunes também criticou o superintendente-adjunto do Incra, Valdir Perius, que prometeu uma resposta aos assentados para quarta-feira (5), o que não teria sido providenciado. Segundo ele, é necessário parar com o que chamou de “demagogia nos assentamentos”, “como um fogo que acende e, depois, apaga”.









