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domingo, 28 de abril de 2024

Mulher fica presa por engano durante um ano

2007-08-31 06:34:00

Uma mulher passou mais de um ano presa por engano após ter o telefone celular roubado por criminsos, que usaram a linha para negociar um seqüestro, em maio de 2005. Lúcia Silvânia, de 26 anos, não fez o cancelamento na operadora e foi acusada de participar do crime. Ela está em liberdade desde 16 de outubro de 2006 e agora quer receber do Estado uma indenização de R$ 3 milhões por danos morais.

Lúcia é ex-presidiária e não consegue arrumar emprego desde que saiu da cadeia. Ela foi solta por falta de provas depois de ficar presa por um ano, um mês e 15 dias. "Eu sinto pânico, não posso ouvir um celular tocar, não posso ver um celular", disse.

O advogado Afonso Bragança disse Lúcia está sendo discriminada depois de sair da prisão. "Além de ter sido humilhada esse tempo inteiro, as pessoas não podem ser presas dessa forma, sem um maior aprofundamento das investigações. O Estado precisa ser punido para que isso não volte a acontecer."
O juiz responsável pelo processo, Sylvio Paz Galdino de Lima, não quis comentar o caso, mas informou que precisou ouvir todas as testemunhas para analisar a acusação de Lúcia. O processo se arrastou por um ano, até que a Justiça chegasse a uma conclusão.

Na sentença, o Galdino Lima disse que o único fato concreto que ligava a acusada ao seqüestro de um militar da Aeronáutica era o aparelho celular. Nas escutas telefônicas nunca foi mencionado o nome de Lúcia pelos seqüestradores e ela foi absolvida por falta de provas.

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