2007-08-30 00:15:00
Após ouvir muitas reclamações de populares que precisavam de remédios da Farmácia Básica da Prefeitura e tendo em mãos as prestações de contas do prefeito Rubens Freire Marinho (PT), cinco vereadores (Gabriel José Klasmann – PR), Paulo César Franjotti – PMDB, Lindomar de Oliveira – PR, João Carlos Teodoro – PV) e Edivaldo Cangussu Meira – PT), resolveram investigar para saber o que estava acontecendo.
Ao fazer a verificação dos documentos, encontraram indícios de aquisição de medicamentos de diversos tipos, mas descobriram que os remédios declarados na fatura de compra das empresas distribuidoras Dimensão e Hidramed, ambas de Umuarama-PR, não tinham chegado ao seu destino.
Os vereadores descobriram indícios de que a compra irregularidades nas compras de pelo menos R$ 54.696 em medicamentos constatados em oito notas, a maioria (seis notas) sem o carimbo do fisco estadual, que comprovaria a entrada em Mato Grosso do Sul, de produtos como o Aceltidor (AAS), complexo B, iodeto de potássio, penicilina, cemitidina, paracetamol, termômetro clínico, esparadrapo, etamol, entre várias dezenas de itens.
REMÉDIO VIRTUAL- O vereador Paulo Franjotti (PMDB) disse que entre as oito notas há uma com carimbo, há uma isenta que não é da Hidramed, e há uma com o carimbo regular. Entre as cópias de documentos que entregou ao Correio do Estado, disse que o fato que mais chamou a atenção foi a data da compra expressa em duas faturas, nos dia 29 de dezembro, no período de recesso da Prefeitura, período de aproximadamente 15 dias em expediente, devido as festas de fim de ano.
Em ambas a notas (R$ 6.842 e R$ 6.658), que totalizaram R$ 13,5 mil, em medicamentos comprados em Umuarama-PR, permanece vazio o campo inferior do canto direito, destinado ao carimbo do fisco estadual de Mato Grosso do Sul. “Isto comprova que não houve a entrada dos produtos, no posto de Ilha Grande (município de Mundo Novo, proximidades da ponte Airton Senna), afirmou Franjotti.
A única das oito notas que está com carimbo é a de R$ 4.666 e é a única da Dimensão Hospitalar, mas segundo os vereadores há outras com carimbo, porém, as duas empresas e uma terceira, cujo nome não foi citado, pertenceria a um só empresário. “Pode estar havendo lavagem de dinheiro”, declarou Franjotti.
O empresário teria se negado a prestar alguns esclarecimentos para a Comissão de Investigação (CEI), montada para investigar denúncias contra a Prefeitura de Japorã, cujos trabalhos foram suspensos pelo Tribunal de Justiça (TJ-MS). Entre as cinco notas apresentadas no dia 16 de dezembro de 2006, apenas uma tinha o carimbo de isenção para a Hidramed, no valor total de R$ 5.530.
Em resposta a comunicação feita pela Câmara Municipal de Japorã, no dia 20 de abril, o secretário estadual de Fazenda, Mario Sérgio Lorenzetto, enviou o documento timbrado da Sefaz, no qual assina a afirmação de que de acordo com as informações obtidas, “possivelmente as mercadorias não chegaram ao território do Estado por via rodoviária”.
SUSPEITA– Franjotti disse que “os vereadores de Japorã suspeitam que possa estar havendo lavagem de dinheiro”. Eles devem entregar mais estes documentos para juntar aos demais que já estão de posse da Promotoria de Justiça da Comarca de Mundo Novo, que já trabalha sobre quatro denúncias feitas pela Câmara Municipal.









