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segunda-feira, 27 de abril de 2026

Beira-Mar tem substituto no tráfico em Corumbá, diz jornal

2007-08-28 07:51:00

O homem que comanda o crime organizado na fronteira da Bolívia com o município de Corumbá se chama José Severino da Silva, o Cabecinha. Silva se tornou o principal articulador do narcotráfico na região, depois da prisão de Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, segundo informações divulgadas pelo jornal carioca O Dia, atribuídas a Polícia Federal.

Cabecinha teria uma fazenda de mil hectares na Bolívia, onde a quadrilha manteria um laboratório para a transformação de pasta-base em cocaína. Um exemplo do poderia do grupo criminoso, atualmente liberado por José Severino da Silva, foi a carga de 300 quilos de cocaína, interceptada pela polícia em março deste ano. A droga abasteceria os mercados de São Paulo e Rio de Janeiro, um carregamento avaliado em US$ 1,5 milhão.

Em entrevista ao jornal, o delegado Getúlio Bezerra, coordenador de Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal diz que está cada vez mais difícil investigar as facções criminosas, já que o poder não está mais concentrado nas mãos de apenas um traficante.

Na edição de ontem, o jornal carioca traçou a rota do narcotráfico, que obrigatoriamente passa por Mato Grosso do Sul. Uma das novas alternativas usadas pelos criminosos é o uso das balsas que transportam a produção de soja no Centro-Oeste e o uso de fazendas em Miranda, onde a droga é lançada e de lá, resgatada pelos traficantes e enviada para Rio de Janeiro e São Paulo.

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