2007-08-27 07:43:00
As audiências com as 55 testemunhas do crime de lavagem de dinheiro contra o traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, podem ser realizadas no Presídio Federal de Campo Grande, conforme informou ao site Midiamax da capital, Campo Grande, o juiz federal Odilon de Oliveira, da 3ª Vara Federal de Campo Grande. Beira-Mar está preso na Capital desde o dia 25 do mês passado.
O juiz Odilon afirmou que prefere que as audiências sejam realizadas em Campo Grande por motivos de segurança. Anteriormente, as testemunhas seriam ouvidas em Amambai, comarca mais próxima da cidade de Coronel Sapucaia de onde é a maioria das testemunhas.
Caso as audiências sejam realizadas em Campo Grande todas as testemunhas virão para a Capital para prestar depoimento no presídio federal. O juiz Odilon acredita que este procedimento até acarretaria em menos gastos para o governo federal, pois não seria necessário todo aparato de segurança para levar Beira-Mar até Amambai.
No entanto, para que as audiências sejam realizadas no presídio federal, ainda é necessário ouvir o parecer do MPF (Ministério Público Federal) e saber se as testemunhas e os advogados aceitam. A autorização final precisa ser dada pelo juiz de Execução Penal Federal, que no caso é o próprio Odilon de Oliveira.
Caso as audiências não ocorram na Capital, o juiz Odilon aguarda ainda o parecer do Ministério da Defesa para que as testemunhas sejam ouvidas dentro do Quartel do Exército de Amambai com objetivo de garantir mais segurança para Beira-Mar.
Pedido de Transferência– No dia 15 deste mês, a 8ª Turma do TRF (Tribunal Regional Federal) da 4ª Região negou, por unanimidade, o pedido para que o traficante Fernandinho Beira-Mar fosse transferido do Presídio Federal de Campo Grande para a Penitenciária Bangu I, no Rio de Janeiro. A defesa de Beira-Mar entrou com habeas corpus pedindo a transferência do traficante.
Beira-Mar deve continuar preso por mais um ano em Campo Grande. A defesa de Fernandinho Beira-Mar recorreu ao TRF contra a medida, alegando que ele estaria correndo risco de morte na penitenciária de Campo Grande, tendo em vista a violência do crime organizado na região. Além disso, segundo os advogados do réu, não haveria motivos suficientes para prorrogar sua permanência no sistema prisional federal por mais 360 dias. Assim, ele deveria ser removido para uma das unidades prisionais do Rio de Janeiro.
Casamento
Em breve, o traficante Fernandinho Beira-Mar vai se casar no Presídio Federal de Campo Grande com Jacqueline Alcântara de Morais, com quem ele namora há mais de 15 anos e teve três filhos. A data do casamento ainda não foi divulgada, pois o Presídio ainda aguarda decisão do Depen (Departamento Penitenciário Nacional).
O casamento religioso será feito por um pastor evangélico, em uma sala da divisão de segurança do presídio. Poderão entrar na sala apenas Beira-Mar, Jacqueline, um pastor e duas testemunhas, além dos agentes penitenciários federais.
O traficante assinou os documentos necessários para o casamento na semana passada e quem está cuidando dos preparativos é a advogada carioca Gersy Mary Menezes Evangelista. Ele não vai ficar algemado durante a cerimônia. A noiva, assim como Beira-Mar, também tem envolvimento com o crime organizado. Jacqueline foi presa com ele na Colômbia, depois de ter fugido do país, e já cumpriu pena por tráfico.








