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domingo, 26 de abril de 2026

Ex-Pracinha Orestes dos Santos foi sepultado as 15h

2007-08-21 07:34:00

Vilson Nascimento

O ex-pracinha da 2ª Guerra Mundial Orestes dos Santos, filho de Amambai que morreu na tarde de ontem aos 87 anos, foi sepultado às 15h de hoje no Cemitério Municipal de Amambai.

Herói de guerra, inclusive com participação ativa em uma das mais ferozes batalhas enfrentadas pelas tropas da FEB (Força Expedicionária Brasileira) durante a 2ª grande guerra, que foi a tomada de Monte Castelo na Itália, Orestes dos Santos enfrentou sua última batalha, que durou meses, contra um tumor maligno que surgiu em um dos pés e acabou se alastrando para outras partes do corpo.

O ex-combatente, que é pai do ex-deputado estadual pelo Mato Grosso antes da divisão do Estado e posteriormente pelo Mato Grosso do Sul, Zenóbio dos Santos, morreu por volta das 14h30 dessa segunda-feira (20) em sua residência ao lado da esposa, familiares e amigos.

O corpo do herói de guerra está sendo velado desde o início da noite de ontem na Câmara Municipal sob escolta de uma “Guarda de Honra” do Exército Brasileiro e durante o sepultamento, logo mais à tarde, será realizado uma “guarda fúnebre” com salvas de tiros como a última homenagem do Exército Brasileiro ao ex-combatente que em vida sempre declarava ter orgulho de ter pertencido ao Exército, ter servido a nação e contribuído para a implantação da democracia no mundo.

Durante a noite autoridades dos três poderes, Executivo, Legislativo e Judiciário, representantes de entidades e da sociedade amambaiense em geral passaram pelo velório para prestar as últimas homenagens o ex-combatente que também era membro ilustre do Lions Club local. Assim que tomou conhecimento da morte de Orestes, o prefeito de Amambai Sérgio Barbosa (PDT), decretou luto oficial de três dias no município.


Confira o currículo de Orestes dos Santos durante a 2ª grande guerra

Orestes dos Santos, Nascido em Amambai,  em  15 de fevereiro  de 1920,  realizou o Serviço Militar em 1938 no 11º R C I (Regimento de Cavalaria Independente), em Ponta Porã. Nessa época, já residia em Amambai deu baixa no ano seguinte e, em dezembro de 1942, foi convocado para fazer parte da FEB.

Embarcou para a Itália em dezembro de 1944 e desembarcou em Nápoles. De Nápoles seguiu de barcaça até a cidade de Pisa, e de lá foi para um campo de treinamento, onde, em 20 dias, recebeu instrução militar. A rotina de treinamento foi muito intensa, e os ensinamentos eram bem diferentes do que aprendeu quando serviu o Exército. Tinha instruções de manhã e de tarde, e à noite assistia filmes de como sobreviver durante os ataques.

Depois do treinamento, foi selecionado para compor a equipe de policiamento (PE), e passou a fazer parte do 11º RI, que participou ativamente da Tomada de Monte Castelo e Montese.

Sua missão era receber os prisioneiros de guerra e encaminhá-los para os locais previstos para eles. Próximo a Monte Castelo, uma ponte caiu e, estacionado, sentiu de perto o peso da artilharia alemã. Para sobreviver se abrigou em uma rede de esgoto.

Teve a oportunidade de testemunhar um ataque aéreo aliado a um observatório alemão, onde viu dois aviões atacando em linha. Oprimeiro atacou com rajadas de metralhadora e o segundo com uma bomba. Ao chegar no observatório, pôde constatar que o ataque havia sido bem sucedido e lá estavam quatorze alemães mortos.

Após as vitórias de Monte Castelo e Montese, seguiu destino ao Norte da Itália onde, no caminho, observou uma quantidade enorme de viaturas e materiais abandonados pelos alemães que batiam em retirada e não tinham combustível suficiente para mover as viaturas. No Norte da Itália ficou acampado até o fim da guerra. Retornou ao Brasil em julho de 1945.
Fonte: Capitão Bortoletto – 17º RC Mec

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