2007-08-15 18:54:00
Cinco pessoas foram denunciadas pelo MPE (Ministério Público Estadual) por envolvimento no estupro e assassinato de Camila Pereira Florenciano, de nove anos, em junho do ano passado em Miranda, a 212 quilômetros de Campo Grande.
São acusados de cárcere privado, homicídio triplamente qualificado, estupro e atentado violento ao pudor, um adolescente, um jovem que na época do crime era menor de idade, Moisés da Silva Cabral e Elaine Nunes de Carvalho. A quinta pessoa, uma mulher, não estaria envolvida no crime, de acordo com a segunda versão apresentada por três réus.
Ela chegou a ser presa e interrogada, mas os envolvidos diretamente nos crimes mudaram a versão inicial e confessaram que foi Elaine quem abordou Camila na rua, ganhou a confiança dela, a levou para um matagal onde estavam os três rapazes e durante o tempo em que eles ficaram com a criança, levou água e comida para o trio. Elaine não chegou a tocar em Camila, segundo a denúncia. Ela está presa em Miranda e já teria sido interrogada na Justiça. Cabral está preso no Presídio Harry Amorim Costa, de Dourados, e será interrogado por carta precatória. A outra mulher está em liberdade provisória.
O adolescente, e o jovem, que completou 18 anos em 2007, devem ser julgados nos próximos dia. O juiz responsável pelo processo, Paulo Afonso de Oliveira, juiz da 2ª Vara Cível e Criminal, aguarda as alegações finais da defesa para dar a sentença dos dois jovens.
Cabral e os outros dois jovens foram presos em junho deste ano, um ano após Camila ter desaparecido. Os ossos dela, roupa que vestia e a bicicleta em que estava no dia que desapareceu foram encontrados em setembro de 2006 próximo a um pesqueiro.
Antes do crime ser esclarecido, em junho deste ano, o jovem que planejou matar Camila chegou a ser preso como suspeito, mas liberado quando a prisão provisória venceu porque não havia elementos que comprovassem a participação dele. Também foi preso um tio dela.
Porém, a Polícia Civil concluiu que o tio não tinha relação com o crime. Um outro crime praticado por ele teria feito os jovens matarem e estuprarem Camila, como vingança.
Crueldade – O adolescente que planejou o crime contou à polícia que meses antes de raptar a menina tinha se desentendido com um tio dela e levado um tiro na perna. Ele planejou conquistar a confiança da criança, o que segundo a Polícia Civil foi feito por Eliane.
Moisés e o outro adolescente teriam aceitado participar do crime. Os três a amarraram e a mantiveram presa por três dias no matagal, onde se revezaram no estupro. Depois resolveram matar a criança, jogaram gasolina em volta de seu corpo e a queimaram viva.










