2007-08-01 07:40:37
Vilson Nascimento
Com o chefe da casa preso por reincidência em um crime hediondo, uma família está sobrevivendo em condições sub-humanas, necessitando de todos os tipos de ajuda na Vila Indiana em Amambai.
Formada pela mãe e nove filhos com idades entre 5 e 16 anos, dois deles portadores de necessidades especiais a família que reside em uma residência “emprestada”, está sobrevivendo há quase um ano com sem água e sem energia elétrica.
Para fazer comida e dar banho nas crianças a mãe, que é empregada doméstica e ganha apenas R$ 250,00 por mês, que juntado com uma pensão recebida pelo filho de 13 anos que é deficiente físico da apenas para comprar comida e materiais escolares, depende da boa ação de um vizinho que fornece água gratuitamente.
No interior da residência não existe qualquer tipo de mobília. Na sala de estar, nossa reportagem encontrou apenas uma mochila escolar pendurada na parede ao lado de um calendário e nada mais. A cozinha não existe. Para fazer a comida durante o jantar a mãe, Nilza Gonçalves de 35 anos, montou uma cozinha improvisada ao lado de sua cama, no quarto onde dorme, já que o almoço é feito pelas próprias crianças, tendo em vista que a mãe sai de manhã para o trabalho e só retorna no final da tarde.
Vivendo praticamente sem um adulto dentro de casa, as condições de higiene, até mesmo por conta da escassez de água é péssima e coloca em sério risco a saúde e a própria vida das crianças e adolescentes, que sem estimulo, convivem com a situação, conformados com as péssimas condições de vida que levam.
Ajuda Urgente- Chegamos até a família de Nilza Gonçalves através do policial militar Adão Nogueira, que em trabalho de rotina tomou conhecimento das péssimas condições que a família está vivendo e resolveu procurar nossa reportagem para pedir ajuda.
O próprio policial, com apoio de membros da Igreja Evangélica a qual pertence, levou cesta básica e cobertores nos períodos de frio. “Mas isso é muito pouco. Essa família precisa de muito mais para sair dessas condições sub-humana, por isso procurei a imprensa para fazermos um apelo a sociedade em geral”, disse o policial.
De posse das informações procuramos o Ministério Público da Infância e da Juventude que se propôs a acompanhar o caso através do Conselho Tutelar dos Direitos da Criança e do Adolescente e entramos em contado com o Poder Público Municipal.
Na última sexta-feira (27) levamos o chefe de gabinete da Prefeitura de Amambai Isaias Lacerda e a assistente social do município Priscila da Silva Lopes até a residência, onde, em contato com os membros da família, os representantes do Poder Público puderam constatar as péssimas condições e a visita já surtiu resultado prático.
A cadeira de rodas do adolescente portador de deficiência física que estava danificada já recebeu reparos e o chefe de gabinete informou que buscaria intervir, junto a Sanesul (Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul) para viabilizar o reabastecimento da água, fundamental para a manutenção da vida. Igrejas Evangélicas e voluntárias da APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), que atende a duas das crianças, também tem buscado, dentro de suas limitações, auxiliar a família, mas o apelo fica para toda a sociedade amambaiense.
Precisamos de Sua Ajuda- Apesar de avançarmos um pouco na questão da assistência, ainda precisamos de muita ajuda para tentar oferecer uma qualidade de vida digna e realçar a auto-estima dessa família e com isso, tentar dar a essas crianças, o direito de sonhar com um futuro, hoje inexististe em suas mentes.
A conta de energia da residência gira em torno de R$ 350,00. Na casa falta de tudo, desde fogão até mesa, cadeiras, sofá, cama e até vaso sanitário. As crianças também perecem com falta de roupas, calçados, materiais de higiene, mochilas e materiais escolares e brinquedos.
Fazemos um apelo a toda a população e empresas de Amambai que estiver em sua residência, algum desses itens sobrando, que façam a doação, pois com essa atitude estarão ajudando a resgatar vidas que na situação atual, estão caminhando para sentidos incertos.
Para realizar seus donativos as pessoas poderão procurar a redação do Jornal A Gazeta, próximo ao Clube Amambai, no centro da cidade em Amambai, entrar em contato pelo fone 9626-5630 ou realizar a entrega diretamente à família, que reside na rua José Alves Cavalheiro, número 3946, no final da Vila Indiana, periferia da cidade.
Veja no quadro Holofote ao lado, mais imagens das condições precária que a família sobrevive. Precisamos da sua ajuda












