2007-07-29 19:31:37
Maior companhia aérea a operar no país vizinho, a brasileira TAM e sua subsidiária local, a TAM Mercosur, estão pagando os pecados pelo acidente ocorrido no aeroporto de Congonhas, em São Paulo, que resultou na morte de aproximadamente 200 pessoas.
Cansados dos atrasos nos vôos e do estado de conservação das aeronaves, que de acordo com relatos publicados pelo Diário Última Hora, apresentam problemas com freqüência, muitos passageiros estão preferindo encarar a estrada a “arriscar a vida” nas asas da companhia.
Tal reação ocorre após a descoberta de relatórios, elaborados por controladores de vôo do aeroporto Guaraní, nos arredores de Ciudad del Este, que descrevem verdadeiras barbeiragens dos pilotos da TAM, conforme repercutido pelo SopaBrasiguaia.com no último sábado (21).
Outro episódio que ganhou notoriedade na imprensa paraguaia foi o atraso de cinco horas no vôo PZ 700 (Buenos Aires / Asunción) da última terça-feira (24), supostamente, por uma rachadura no vidro frontal da aeronave, consertada às pressas no hangar da companhia.
“Perguntei no guichê a quê se devia tanta demora e me responderam que era por uns probleminhas técnicos, que tinham que trocar algo. Bom, tivemos que esperar cinco horas, embora a companhia nos tenha pago a janta no aeroporto”, relatou um passageiro do vôo, ao Diário Última Hora.
“Um dos passageiros, que voa com mais freqüência, disse que é sabido que a empresa tem problemas, que está excedida e com inconvenientes para responder aos obstáculos e que não querem admitir”, queixou-se o passageiro, que solicitou o anonimato.
Ainda segundo o Diário Última Hora, há pilotos que se recusam a voar com determinadas aeronaves da companhia, por temor a falhas mecânicas. Tal informação foi negada pela direção da TAM Mercosur, que, no entanto, admitiu ter dificuldades no cumprimento dos horários dos vôos.










