2007-07-14 16:39:37
A segurança e praticidade do cartão de crédito, além de sistemas próprios de crédito lançados no comércio, estão colocando os cheques cada vez mais de lado nos negócios. Conforme apontam as estatísticas do SPB (Sistema de Pagamentos Brasileiro) do Banco Central, em 10 anos o uso de cheques em Mato Grosso do Sul caiu em 35%.
Enquanto ano de 1997 transitaram na economia de Mato Grosso do Sul 31.165.200 de folhas de cheque, no ano passado foram 20.444.000. O risco do calote, que se tornou maior, é um dos fatores que fazem o comércio e outros setores fugirem do cheque e darem preferência aos cartões e outras formas de pagamento.
Ao passo em que o número de cheques devolvidos por falta de fundos cresceu em duas vezes no período, o rombo causado pelo calote praticamente quadruplicou, atingindo R$ 1,28 bilhão contra R$ 327,2 milhões no ano de 1997. No ano passado foram devolvidos 1,45 milhões de cheques, o que representa 7,14% do total de cheques transitados no Estado, enquanto em 1997 apenas 2,06% das lâminas emitidas voltaram por falta de fundos.
Segurança dupla – O cartão de crédito representa segurança tanto em relação ao cheque quando ao dinheiro, na avaliação do presidente da CDL (Câmara dos Dirigentes Lojistas),
Marcello Naglis. Em relação ao cheque porque a administradora assegura o recebimento do crédito e em relação ao dinheiro porque diminui a movimentação em espécie dentro dos estabelecimentos, evitando a atenção de assaltantes. A mesma segurança, afirma, tem o consumidor ao usar o dinheiro plástico.
“A partir do momento que o comércio faz a venda, aceita o cartão de crédito, checa identidade e assinatura não se corre o risco de não receber o crédito”, diz. Hoje, afirma Naglis, o estabelecimento que não tem a máquina para passar cartão acaba perdendo clientela para os outros. Quanto a taxa de administração, afirma, são menos pesadas para quem tem movimentação maior.
Além dos cartões, nos últimos anos tem se tornado mais freqüente o número de lojas, principalmente as grandes, que têm sistemas próprios de crédito. Muitas delas terceirizam o sistema de cobrança.













