O avanço do tufão Maysak pelo sul da China provocou tempestades, inundações e ventos extremos nos primeiros dias de julho, afetando diferentes províncias e trazendo impactos para a logística e para áreas ligadas à produção de fertilizantes. Hunan, Guizhou e Guangxi estão entre as regiões mais atingidas, além de partes de Hubei, onde cidades como Huangshi, Huanggang, Ezhou e Xianning registraram fortes tempestades.
Na província de Hainan, os efeitos foram sentidos principalmente no transporte de cargas. O Porto de Xiuying e o Porto Ferroviário do Sul suspenderam as operações às 2h de 3 de julho e retomaram as atividades apenas na noite do dia 4. Durante a paralisação, cerca de 2 mil caminhões de carga ficaram retidos na margem norte do Estreito de Qiongzhou.
A interrupção também afetou a navegação no estreito, principal ligação marítima entre Hainan e o continente chinês, aumentando o risco de atrasos no escoamento de insumos e matérias-primas em caso de novas suspensões.
Guizhou e Guangxi concentram importantes operações de produção de fosfatados e extração de rocha fosfática. Em Guizhou atuam companhias como Guizhou Phosphate Chemical Group e Guizhou Chanhen Chemical. Já a Hubei Yihua Chemical possui capacidade aproximada de 2,3 milhões de toneladas de fosfatados e 2,2 milhões de toneladas de ureia por ano.
Até o momento, não há relatos oficiais de danos diretos às fábricas de fertilizantes. No entanto, fontes do GlobalFert indicam impactos localizados, especialmente em Guangxi, com interrupções na produção de algumas unidades devido a alagamentos e falhas no fornecimento de água.
A avaliação preliminar aponta que o tufão deve perder força ao avançar para o interior do continente, reduzindo o risco de novos danos imediatos. Ainda assim, o setor segue em alerta diante da possibilidade de novos tufões e de novas paralisações em portos e áreas produtoras.








