A Polícia Federal prendeu em flagrante, nesta terça-feira (16), o segurança W.G.V., de 32 anos, apontado pela investigação como um dos autores da morte do indígena guarani-kaiowá Vicente Fernandes Vilhalva, de 36 anos. A prisão ocorreu durante o cumprimento de mandado da Operação Teko Porã II, quando ele teria tentado destruir provas relacionadas ao caso, configurando o crime de fraude processual.
O homicídio aconteceu em 16 de novembro de 2025, durante conflito na área de retomada Pyelito Kue, em Iguatemi, município localizado a cerca de 410 quilômetros de Campo Grande. Vicente morreu após ser atingido por um tiro na nuca.
Segundo a Polícia Federal, a nova fase da Operação Teko Porã busca aprofundar as investigações, reunir novos elementos probatórios e responsabilizar todos os envolvidos na violência registrada durante o confronto entre indígenas e seguranças particulares.
Durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão expedido pela Justiça Federal, W.G.V. foi preso em flagrante por tentar destruir provas ligadas à investigação. Imagens divulgadas pela instituição mostram o celular quebrado, que o investigado jogou dentro de uma caixa de descarga.
A operação é um desdobramento da primeira fase da Teko Porã, deflagrada ainda em novembro do ano passado, logo após o conflito que terminou com duas mortes. Além de Vicente, também morreu o vigilante Lucas Fernando da Silva, de 23 anos, que prestava serviços de segurança privada em uma fazenda da região.
Na época do ocorrido, a Sejusp (Secretaria de Justiça e Segurança Pública) afirmou que a bala que matou Vicente havia saído de uma arma portada por outro indígena, o V.A.B., que foi preso em flagrante e encaminhado para a Delegacia de Polícia Federal de Naviraí.
No dia seguinte à morte do indígena, a Justiça Federal proibiu as forças policiais estaduais de atuarem na área de retomada Pyelito Kue. O juiz fixou multa de R$ 1 milhão em caso de descumprimento.
Fonte: Clara Farias/Campo Grande News









