17.9 C
Amambai
quarta-feira, 20 de maio de 2026

Energia furtada em Mato Grosso do Sul nos primeiros meses de 2026 poderia abastecer 65 mil casas por um ano

Ao todo, a concessionária de energia realizou cerca de 20 mil fiscalizações, identificando quase 3 mil irregularidades e garantindo recuperação de mais de 5,4 GWh

As ações de combate ao furto de energia elétrica no Mato Grosso do Sul apenas nos quatro primeiros meses de 2026 resultaram na recuperação de 5,4 gigawatt-hora (GWh). O volume seria suficiente para abastecer cerca de 65 mil residências durante um ano.

Ao todo, foram identificadas 2.977 irregularidades em unidades consumidoras em todo o Estado. Desse total, 1.400 casos estavam relacionados a desvios de energia, conhecidos como “gatos”, e outros 1.577 envolviam modificações irregulares em medidores, prática utilizada para adulterar o consumo real.

A capital, Campo Grande, lidera o ranking de ocorrências, com 42% dos registros somente nos primeiros meses de 2026, concentrando a maior parte das ações de fiscalização realizadas pela concessionária.

Para intensificar o combate a esse tipo de crime, a Energisa Mato Grosso do Sul realizou cerca de 19.880 inspeções técnicas, além de operações com apoio da Polícia Civil e Militar. As ações também resultaram em quatro prisões. Até o fim do ano, a concessionária prevê a realização de outras 18 operações integradas com as forças de segurança.

De acordo com o coordenador de combate a perdas da Energisa Mato Grosso do Sul, Alex Almeida, o trabalho vai além das operações policiais. “Realizamos ações contínuas de combate ao furto de energia por meio de tecnologia, monitoramento da rede e inspeções técnicas em campo. Também investimos na modernização do sistema elétrico e na regularização de áreas com ligações irregulares. Em 2026, a previsão é investir cerca de R$ 16 milhões no combate às irregularidades no Estado”, afirma.

O coordenador destaca ainda que o furto de energia ultrapassa o prejuízo financeiro e afeta diretamente toda a sociedade. “Essa é uma prática ilegal e extremamente prejudicial para a segurança da população e para o sistema elétrico. As ligações clandestinas aumentam os riscos de choques elétricos, incêndios e acidentes graves, além de comprometerem a qualidade do fornecimento de energia. A sobrecarga na rede pode provocar interrupções no serviço, afetando não apenas quem realiza a irregularidade, mas toda a comunidade ao redor”, ressalta.

Crime e risco à população

O furto de energia é crime previsto no Código Penal Brasileiro e pode resultar em prisão, além da obrigatoriedade de ressarcimento dos valores desviados. A prática coloca em risco não apenas quem realiza a ligação irregular, mas também toda a vizinhança, em razão da possibilidade de choques, curtos-circuitos, incêndios e até acidentes fatais. As irregularidades também afetam a qualidade do fornecimento de energia, provocando oscilações, sobrecarga, queima de equipamentos e até a falta de energia.

“A participação da população é fundamental no combate ao furto de energia. As denúncias podem ser feitas de forma anônima, seja pelos canais de atendimento da Energisa, call center pelo 0800 722 7272, aplicativo Energisa On e Whatsapp da Gisa (67) 99980-0698; ou diretamente à polícia, pelo 190”, reforça o coordenador.

Fonte: Assessoria

Leia também

Edição Digital

Jornal A Gazeta – Edição de 20 de maio de 2026

Clique aqui para acessar a edição digital do Jornal...

Enquete