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quarta-feira, 20 de maio de 2026

China e EUA ampliam acordo agrícola

O novo acordo difere do firmado em outubro

Os mercados agrícolas internacionais reagiram em alta ao anúncio de novos compromissos comerciais entre Estados Unidos e China, em um movimento que voltou a colocar a demanda chinesa no centro das atenções para grãos e proteínas. A sinalização de compras adicionais de produtos agropecuários dos EUA foi interpretada como favorável ao comércio agrícola e sustentou ganhos nas bolsas no início da semana.

Segundo comunicado divulgado pela Casa Branca no domingo, 17 de maio, a China comprará US$ 17 bilhões adicionais por ano em produtos agrícolas dos Estados Unidos em 2026, de forma proporcional, além de 2027 e 2028. O compromisso se soma às compras de soja assumidas em outubro de 2025, quando foi firmado um acordo para aquisição de 12 milhões de toneladas no ano comercial 2025-26 e 25 milhões de toneladas anuais nos três anos seguintes.

Embora o novo comunicado não tenha detalhado quais commodities de grãos serão incluídas, a reação foi ampla nos contratos futuros negociados na CME na segunda-feira, 18 de maio. O milho teve o desempenho mais forte, com o contrato do mês seguinte fechando em alta de 4,7% ante a sessão anterior. O movimento também impulsionou o trigo, com avanço de 2,3% em Kansas City, 2,6% em Minneapolis e 4,5% em Chicago nos contratos de julho. A soja para julho subiu 3,1%, enquanto o óleo de soja avançou 2,4% e o farelo registrou ganhos modestos.

O novo acordo difere do firmado em outubro por ser baseado em valor financeiro, e não em volume específico. Além dos grãos, a China renovou licenças vencidas para mais de 400 unidades de processamento de carne bovina dos EUA e adicionou novas autorizações. Também retomará importações de aves de estados americanos sem casos confirmados de influenza aviária altamente patogênica pelo USDA.

O comércio agrícola entre os dois países tem sido marcado por tensões tarifárias desde 2018. Em 2025, nova rodada de tarifas voltou a afetar o fluxo comercial, com queda de 75% nas exportações americanas de soja para a China em relação a 2024, segundo avaliação de Joseph Glauber.

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