Vilson Nascimento
Um homem de 42 anos foi velado e sepultado em Capitan Bado, no Paraguai, após a família não conseguir atestar o óbito em um hospital em Coronel Sapucaia, lado brasileiro da fronteira.
Derliz Gama Martinez, que segundo relatou a família à polícia fazia uso de medicação para hipertensão arterial e era portador de asma, foi encontrado sem vida no final da tarde da sexta-feira, dia 17 de abril, dentro da casa que residia, na região da Vila Nova, em Coronel Sapucaia.
A Polícia Civil foi acionada e, segundo a ocorrência policial, teria constatado que a casa não havia sido arrombada e que o corpo de Derliz não apresentava nenhum ferimento ou sinal que indicasse que ele teria sofrido alguma agressão ou que caracterizasse suspeita de homicídio, motivo pelo qual o corpo foi liberado para os familiares.
Segundo o boletim de ocorrência ao ser levado ao hospital local, o médico plantonista na unidade de saúde não teria atestado o óbito.
Consta na ocorrência que o profissional de saúde, que não é legista, teria relatado que não poderia atestar o óbito pelo fato de o corpo apresentar marcas arroxeadas nas costas.
Informações levantadas pela reportagem do grupo A Gazeta dão conta que, diante da situação, o médico teria pedido para que o corpo fosse levado para o Instituto Médico Legal para passar por exame necroscópico e então o IML ou o SVO (Serviço de Verificação de Óbito) elaborar laudo e atestar a causa a morte.
Também a norma, segundo apurou nossa reportagem, que impede legalmente que médico não legista ateste óbito não ocorrido dentro do ambiente hospitalar.
A Polícia Civil relatou na ocorrência policial, no entanto, que tais marcas são compatíveis com fenômeno cadavérico conhecido como livor mortis, decorrente da ausência de circulação sanguínea e da ação da gravidade, que provoca o acúmulo de sangue nas partes mais baixas do corpo.
Sem conseguir atestar o óbito por um profissional médico, fator necessário para a elaboração do Atestado de Óbito, documento formal exigido pela legislação, do lado brasileiro, a família teria optado por trasladar o corpo de Derliz Gama Martinez para a cidade paraguaia de Capitan Bado, onde foi velado e sepultado.
Na Delegacia de Polícia Civil, em Coronel Sapucaia o caso foi registrado como morte por causa indeterminada, sem indício de crime.
Matéria atualizada às 18h33 para acréscimo de informações










