Uma nova aplicação de inteliNova IA promete detectar carne estragada em segundosgência artificial tem ampliado as possibilidades de controle de qualidade na cadeia de alimentos, ao permitir a análise do frescor da carne de forma rápida e não destrutiva. A tecnologia utiliza imagens digitais e modelos computacionais para identificar padrões associados à deterioração, oferecendo uma alternativa mais ágil em comparação aos métodos tradicionais.
De acordo com o Jornal da USP , a técnica foi desenvolvida no âmbito do projeto RastreIA, sediado no Centro de Energia Nuclear na Agricultura, e utiliza visão computacional para avaliar características visuais do produto em tempo real. O estudo indica que os métodos convencionais ainda dependem de análises laboratoriais demoradas e, muitas vezes, inviáveis em larga escala, além de avaliações visuais humanas que podem gerar erros.
A proposta se baseia no uso de modelos de inteligência artificial capazes de reconhecer padrões imperceptíveis a olho nu. Com isso, o sistema pode analisar peça por peça em linhas de produção, aumentando a precisão na verificação do frescor e reduzindo desperdícios e riscos à segurança alimentar. Os testes realizados apontaram níveis de acerto entre 93% e 100%, dependendo da configuração utilizada.
O avanço ocorre em um cenário de crescimento da produção de carne bovina e de maior exigência dos consumidores quanto à qualidade e à procedência dos alimentos. A solução também apresenta vantagens operacionais, como a redução de custos e a possibilidade de implementação em ambientes industriais sem a necessidade de contato físico ou uso de reagentes.
Apesar dos resultados positivos, os pesquisadores indicam que a tecnologia deve atuar de forma complementar às análises tradicionais, já que aspectos internos, como alterações microbiológicas, não são totalmente captados por imagens. Fatores como iluminação e variações naturais do alimento também seguem como desafios para aprimoramento do modelo.









