Neste sábado, 4 de abril, o plenário da Câmara de Vereadores de Dourados foi palco da apresentação de 50 novos Agentes de Combate às Endemias (ACEs), contratados em caráter emergencial para atuar diretamente no território indígena do município.

A iniciativa é coordenada pelo Ministério da Saúde, por meio da Secretaria Especial de Saúde Indígena, em parceria com o DSEI-MS, AgSUS e o Polo Base de Dourados, e integra o conjunto de ações emergenciais de enfrentamento à epidemia de chikungunya que atinge a região. A chegada dos novos profissionais representa um reforço imediato na linha de frente da saúde pública, ampliando a cobertura e a capacidade de resposta dentro da Reserva Indígena de Dourados — uma das áreas mais impactadas pela doença no estado.
Mais do que ampliar equipes, a medida garante presença contínua nos territórios, intensificando ações de prevenção, orientação, visitas domiciliares e combate aos focos do mosquito transmissor. Em um cenário de alta vulnerabilidade, especialmente entre crianças e idosos, essa atuação direta pode ser decisiva para conter o avanço da doença e salvar vidas.
A cerimônia contou com a presença de diversas autoridades da saúde, entre elas a secretária da SESAI, Lucinha Tremembé, e o secretário municipal de saúde, Marcio Figueiredo, reforçando o alinhamento entre os entes federais e municipais no enfrentamento à crise. Outro nome que se fez presente foi o coordenador do DSEI/MS Lindomar Terena.
Chamou atenção, no entanto, a ausência de representantes do poder legislativo de Dourados, nenhum vereador ou vereadora se fez presente na cerimônia.
Resposta do Governo Federal
A posse dos novos agentes evidencia uma resposta rápida e efetiva do Governo Federal diante da emergência sanitária. Em um território historicamente marcado por desafios estruturais, a presença desses profissionais não é apenas operacional — é estratégica. São eles que estarão nas casas, nas ruas e nas aldeias, levando informação, prevenção e cuidado direto à população.
Em meio à crise, a ação sinaliza que o enfrentamento à chikungunya passa por gente preparada no território. E, nesse momento, cada agente representa uma barreira a mais contra a doença — e uma chance concreta de proteger vidas dentro da Reserva Indígena de Dourados.
Fonte: Plantão do MS










