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segunda-feira, 30 de março de 2026

Entre 77 benefícios fiscais, Riedel destaca redução do diesel

Estado cogita deixar de arrecadar R$ 60 milhões em dois meses, reduzindo o preço do diesel

Governo de Mato Grosso do Sul prorrogou benefícios fiscais, reduziu tributos e isentou impostos dos setores de agronegócio, indústria, comércio, saúde, transporte e energia.

Entre os 77 benefícios fiscais, a redução do diesel foi destaque e uma das mais comentadas.

Vale ressaltar que o preço do biodiesel está nas alturas e, com a guerra no Oriente Médio, só vem aumentando. De acordo com pesquisa realizada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o preço médio do diesel comum é de R$ 7,11, variando entre R$ 6,59 e R$ 7,89.

Para aliviar o impacto ao sul-mato-grossense, o Governo de MS cogita reduzir o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do diesel.

Estado pretende deixar de arrecadar R$ 60 milhões em dois meses, reduzindo o preço do diesel para aliviar o bolso de consumidores e empresários.

“A gente tende a dar o benefício por dois meses, por mais que isso também impacte na nossa receita, mas num momento onde a pressão sobre o valor do diesel é muito grande, nós chegamos a bater hoje 150 dólares o barril de petróleo, fora, uma guerra completamente fora do nosso alcance ou capacidade de interferência. Mas a consequência prática aqui é o diesel subindo na bomba. Então, a gente tende a dar esses dois meses de redução”, detalhou o governador de MS, Eduardo Riedel, em coletiva de imprensa realizada na manhã desta segunda-feira (30).

Segundo o governador, o diesel não afeta diretamente o cidadão devido ao baixo número de carros de passeio, mas sim indiretamente, por conta do transporte de mercadorias e insumos.

“O diesel não afeta diretamente o cidadão, porque o número de carro de passeio a diesel é pequeno. Mas ele afeta o custo de produção e chega lá no cidadão pelo custo de produção, do transporte, da logística, do caminhão, da produção de uma maneira geral”, explicou o governador.

Reunião será realizada na tarde desta segunda-feira (30) para tratar sobre a redução no preço.

Riedel ainda destacu que o Procon Estadual irá fiscalizar postos de combustíveis para que a redução realmente chegue ao consumidor.

BENEFÍCIO FISCAL

O Governo de Mato Grosso do Sul prorrogou 77 benefícios fiscais, que beneficiam 12 setores da economia, até 31 de dezembro de 2026.

Em outras palavras, o Estado manteve a redução de tributos para 2026, medida que diminui a carga tributária para pequenas empresas, estende prazos de benefícios fiscais e aumenta a liquidez.

O foco é manter o Estado como um dos que praticam as menores alíquotas de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em várias atividades fundamentais para a estruturação da economia. Atualmente, o Estado mantém uma alíquota média de ICMS de 17%, enquanto estados vizinhos têm uma alíquota média que se aproxima dos 20%. De acordo com a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), a redução na carga tributária, falando de ICMS, chegou a 10% nos últimos três anos.

De acordo com o governador de MS, Eduardo Riedel (PP), o Estado deixa de arrecadar R$ 60-70 milhões por ano com a redução de tributos. Para compensar essa perda, o Governo de MS vai cortar gastos de várias áreas, como despesas com diária e viagens de servidores.

De acordo com o governo de MS, os impactos econômicos e de desenvolvimento são:

  • Expansão da produção: aumento da capacidade produtiva e volume de bens e serviços na economia
  • Geração de empregos: criação de novas vagas de trabalho
  • Aumento da renda: elevação do poder de compra e maior circulação de recursos
  • Mercado interno: fortalecimento da economia local
  • Inclusão produtiva: integração de micro e pequenas empresas na cadeia produtiva formal, gerando oportunidades e crescimento sustentável
  • Redução da informalidade: garantia de direitos trabalhistas
  • Interiorização: investimento em cidades do interior, diminuindo desigualdades regionais
  • Novas oportunidades: descentralização do acesso a crédito

Segundo o governo de MS, o objetivo é:

  • Estimular a atividade econômica
  • Garantir segurança jurídica e previsibilidade para empresários
  • Corrigir desigualdades
  • Promover setores estratégicos
  • Garantir o bem-estar social
  • Manter uma política fiscal abrangente
  • Fomentar o desenvolvimento de empresas aqui instaladas
  • Atender necessidades dos segmentos da economia dos produtores rurais e dos cidadãos sul-mato-grossenses

Os benefícios abrangem vários setores, como agronegócio, indústria, comércio, saúde, transporte e energia. Veja cada segmento detalhado:

SAÚDE

  • Medicamentos: isenção para medicamento essenciais, como tratamento do HIV, câncer e gripe
  • Vacinas
  • Equipamentos médico-hospitalares
  • Importações: isentar de ICMS as importações feitas por entidades assistenciais, como a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae)

COMÉRCIO

  • Bares e restaurantes: carga tributária reduzida para 2% ou 7%

COMBUSTÍVEIS E ENERGIA

AGROPECUÁRIA

  • Máquinas agrícolas
  • Irrigação
  • Pecuária: produção animal e derivados
  • Agricultura familiar: queijo artesanal

INDÚSTRIA

ENERGIA

  • Isenção para consumo residencial de baixa renda; incentivos fiscais para energia solar e eólica

TRANSPORTE:

  • Carga tributária reduzida para transporte intermunicipal; isenção para táxi; Programa Decola MS

TELECOMUNICAÇÕES

  • Incentivo fiscal para empresas de telecomunicação e radiodifusão

SERVIÇOS PORTUÁRIOS

  • Benefícios fiscais para empresas portuárias e logística integrada de transporte de cargas

CESTA BÁSICA

  • Alimentos: carga tributária reduzida para cerca de 7%

LOGÍSTICA REVERSA

  • Reutilização de embalagens e logística reversa: isenção total

DOAÇÕES E ISENÇÕES

  • Isenção em doações para órgãos públicos, medicamentos e aquisição de veículos para educação e PcD

Segundo o presidente do Sindicato Empresarial de hospedagem e alimentação, Juliano Wertheimer, mais de 14 mil empresas, do setor de bares e restaurantes, serão beneficiadas com as medidas.

O papel da política fiscal é induzir o desenvolvimento econômico via tributação, gasto público e incetivos fiscais.

Fonte: Naiara Camargo/Correio do Estado

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