A persistente falta de água nas comunidades indígenas do município de Tacuru tem gerado revolta e indignação entre os moradores, especialmente na Aldeia Sassoró, onde o problema se arrasta há anos sem solução definitiva.
Segundo lideranças indígenas, a escassez de água potável continua afetando diretamente a vida das famílias, comprometendo atividades básicas do cotidiano e até mesmo o funcionamento das escolas. Em diversos momentos, aulas precisaram ser suspensas pela falta de água, situação que coloca em risco a saúde da população e prejudica o direito à educação das crianças e jovens da comunidade.
Há algum tempo, foi anunciado com grande expectativa um projeto que prometia resolver o problema do abastecimento nas aldeias da região. O lançamento contou com a participação do Governo Federal, do Governo do Estado e da empresa binacional Itaipu Binacional, que apresentaram um plano de investimento em infraestrutura hídrica para atender as comunidades indígenas.
No entanto, de acordo com as lideranças locais, até o momento os resultados concretos dessa iniciativa ainda não chegaram às aldeias, e a realidade continua sendo marcada pela escassez de água.
Para agravar ainda mais a situação, nesta semana as comunidades receberam a informação de que a empresa Cunha Empresa Limitada, responsável pelo serviço terceirizado de transporte e logística que atende as aldeias, bloqueou toda a sua frota de veículos. A medida teria ocorrido por falta de alinhamento entre o Governo Federal e a empresa contratada.
A paralisação dos veículos pode gerar um impacto significativo no atendimento às comunidades, dificultando o acesso a serviços essenciais, transporte de equipes e suporte logístico nas aldeias.
Diante desse cenário, lideranças afirmam que a situação chegou a um nível insustentável. A população indígena demonstra cansaço e frustração com a demora na resolução dos problemas que afetam diretamente a dignidade das comunidades.
Caso não haja uma resposta rápida e efetiva por parte das autoridades, as comunidades indígenas não descartam a possibilidade de organizar uma grande manifestação para cobrar providências e soluções concretas para a falta de água e para os serviços essenciais que atendem a população.
Fonte: Comunidade Aldeia Sassoró











