Uma perseguição na BR-163 terminou com a apreensão de cerca de 400 quilos de agrotóxicos contrabandeados em Mundo Novo, a 465 quilômetros de Campo Grande. A ação foi realizada por uma equipe de vigilância e repressão da Receita Federal após o condutor de um veículo desobedecer a ordem de parada e iniciar fuga em alta velocidade.
Segundo a Receita Federal, os agentes tentaram abordar o carro durante fiscalização na rodovia. O motorista, no entanto, ignorou a determinação e passou a fugir, dando início a um acompanhamento tático. Durante a perseguição, o condutor realizou manobras perigosas, chegou a trafegar na contramão em trecho de faixa contínua e colocou em risco a segurança dos agentes e de outros usuários da rodovia.
Mesmo com sinais sonoros, luminosos e gestuais da viatura, o motorista manteve a evasão. Em seguida, deixou a BR-163 e entrou em uma estrada vicinal de terra, dificultando a aproximação da equipe de fiscalização.
Em determinado momento, o suspeito saltou do veículo ainda em movimento e fugiu a pé em direção a uma área de mata. Apesar das buscas, ele não foi localizado. O passageiro que estava no carro também tentou escapar, mas foi alcançado pelos agentes e detido.
Após identificação, foi constatado que o passageiro é menor de idade. Diante da situação, a Polícia Civil de Mundo Novo foi acionada para adotar as providências legais cabíveis.
Durante a vistoria no automóvel, os agentes verificaram que o veículo utilizava placas falsas, o que indica tentativa de ocultar a identificação. No interior do carro foram encontrados 400 quilos de agrotóxicos de origem estrangeira, introduzidos irregularmente no país, sem registro, autorização de importação ou qualquer documentação legal. O valor estimado da carga é de R$ 200 mil.
De acordo com a Receita Federal, ações desse tipo são essenciais para combater o contrabando de agrotóxicos, prática considerada grave por seus impactos à saúde pública, ao meio ambiente e ao setor produtivo. Produtos introduzidos ilegalmente no país não passam por controle sanitário e podem conter substâncias proibidas, aumentando o risco de intoxicação e de contaminação ambiental.
Além disso, o contrabando desse tipo de produto fortalece redes criminosas, provoca prejuízos econômicos e compromete a segurança nas regiões de fronteira.
Fonte: Jhefferson Gamarra/Campo Grande News










